24/10/2020 às 08h09min - Atualizada em 24/10/2020 às 08h09min

Daniela Reinehr: os desafios da primeira mulher a governar SC

Marcos Eduardo Carvalho
Ricardo Wolffenbuttel/ SECOM
Casada e mãe de dois filhos, Daniela Reinehr (sem partido) é a primeira mulher a assumir o cargo de governadora de Santa Catarina. Com o afastamento de Carlos Moisés (PSL) ela fica, mesmo que momentaneamente, com a responsabilidade de comandar mais de 7 milhões de pessoas.

Aos 43 anos, ela também já havia sido a primeira mulher a ser eleita vice-governadora do estado, em 2018, na chapa de Moisés. Em janeiro deste ano, já havia ficado 10 dias como governadora, nas férias de Moisés. 

Daniela Reinehr está sem partido desde que deixou o PSL, seguindo o presidente Jair Bolsonaro, que havia também deixado a sigla para criar o Aliança pelo Brasil, que ainda não foi oficializado.

Neste período, ela também rompeu com o governador Carlos Moisés. Alinhada com Bolsonaro, a agora governadora começou na política em 2013, nas manifestações contra a presidente Dilma Rousseff, quando aderiu ao movimento ‘Nas Ruas’. Nesse momento, começou a ganhar destaque. Assim, a advogada nascida em Maravilha e criada em Chapecó foi ganhando espaço no mundo da política.

Agora, aguarda o julgamento do atual governador para saber se ficará cerca de 180 dias no cargo ou se vai ficar em definitivo até 2022, quando acontecem novas eleições.

De qualquer maneira, Daniela Reinehr já desponta como novo nome da política catarinense e poderá surfar em uma possível onda de popularidade do presidente.

Antes mesmo de completar 20 anos, ela já havia ingressado na Polícia Militar de Santa Catarina, onde ficou três anos. Depois, fez faculdade de Direito e seguiu a carreira de advogada.

Após a confirmação de sua absolvição na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) na madrugada deste sábado, ela abraçou colegas e ‘respirou aliviada’ no plenário da Câmara. Carlos Moisés não acompanhou a sessão e passou o dia inaugurando obras pelo interior.

Agora, terá que seguir o comando do estado e ainda tem a dura missão de trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus, que até agora já matou mais de 3.000 catarinenses.

Trâmite.

Carlos Moisés foi afastado após ser acusado de improbidade no reajuste salarial de servidores este ano. A denúncia havia sido feita em julho por um defensor público, acabou acatada e votada na noite de sexta-feira, em julgamento que durou mais de 15 horas e acabou de madrugada.

Agora, ele terá até 180 dias para se defender e tentar voltar ao cargo. Se os deputados e desembargadores entenderem que ele é inocente, voltará ao cargo. Caso contrário, será definitivamente cassado e perderá os direitos políticos no período, abrindo espaço para Daniela.

A agora governadora também foi acusada no mesmo processo, porém, acabou inocentada pelo voto de minerva do desembargador e presidente do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) Ricardo Roesler, após empate em 5 a 5 entre os dez votantes na sexta; Carlos Moisés foi considerado culpado por 6 votos a 4 e, na terça-feira, terá que deixar o cargo.

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