25/09/2020 às 20h19min - Atualizada em 25/09/2020 às 20h19min

Secretaria de Agricultura faz novas interdições em áreas de cultivos de moluscos na Grande Florianópolis

Da Redação
Arquivo/Secom

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina anunciou nesta sexta-feira a interdição de cultivos de ostras e mexilhões das localidades de Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, no município de Florianópolis; de Barra do Aririú, em Palhoça, e da Ponta de Baixo, em São José. De acordo com o governo, está proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia nessas áreas.

Segundo a Secretaria de Agricultura, a medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem nessas localidades a concentração de ficotoxina Ácido Okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves. "Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.Além das novas áreas anunciadas, continuam interditadas as localidades de Laranjeiras e Barra, no município de Balneário Camboriú", diz a secretaria.

A Cidasc informou que intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.
Santa Catarina é, atualmente,  o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.


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