05/10/2021 às 14h36min - Atualizada em 05/10/2021 às 14h36min

Estudantes de Florianópolis são sensibilizados para não discriminar das pessoas com deficiência

Da Redação
Arquivo SME
Na Escola do Futuro da Tapera, ligada à Prefeitura de Florianópolis, os estudantes dos oitavos anos do ensino fundamental estão passando por uma série de experiências e atividades para sensibilizá-los ainda mais para a não discriminação das pessoas com deficiência. 
 
Recentemente, as turmas, com orientação dos profissionais do Centro de Apoio Pedagógico e Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual - CAP, setor da Secretaria de Educação da Capital, manusearam instrumentos utilizados para a escrita e leitura em Braille.
 
A máquina de escrever é constituída por seis teclas, cada uma correspondendo a um ponto da Cela Braille, sendo numeradas seguindo uma ordem: três teclas do lado esquerdo e três teclas do lado direito.
 
A garotada conheceu a reglete, que também é utilizada para a escrita Braille. 
 
Também vivenciaram o uso da bengala longa, que tem a função de auxiliar na mobilidade das pessoas com deficiência visual. 
 
Conforme a professora de Ciências, Nanci Rosa, “antes dessa atividade houve um longo caminho de reconhecimento dos sentidos na escuta do corpo, como nos sentimos e aprendemos”. 
 
A bióloga, com mestrado em fisiologia, apresentou aos estudantes o filme “Black”. Uma história real sobre uma menina indiana surdo-cega que descobriu o mundo por intermédio de seu professor e chegou à faculdade. “O filme trouxe para eles a percepção de quanto somos privilegiados e quanto podemos aprender”, diz.
 
A professora sublinha que os adolescentes analisaram o funcionamento da visão e da audição. Estudaram os cuidados necessários com os órgãos e puderam observar que cada ser humano é singular, e dessa forma, cada um se desenvolve de maneiras e tempos diversos, seja pessoa com deficiência ou não.
 
Segundo o Secretário Municipal de Educação, Maurício Fernandes Pereira, essas ações contribuem de maneira significativa para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “A rede municipal de ensino trabalha com a perspectiva da inclusão pela inclusão”, frisa.
 
A respeito do que os jovens surdos pensam, Nanci Rosa mostrou o curta-metragem “O Resto é Silêncio”, feito por pessoas surdas, que focaliza a falta de diferenças entre os surdos e ouvintes em interesses e sentimentos.
 
A escola está debatendo as questões sobre os direitos das pessoas com deficiência e acessibilidade.
 
A unidade educacional tem como característica as múltiplas linguagens. Dentre as quais, há o ensino de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.
 
Direito de todos
 
Para a professora, o trabalho visa, com conhecimento científico, histórico e social, impulsionar a inclusão das pessoas com deficiência através da compreensão de que o atendimento às suas necessidades é um direito que promove a cidadania, que é direito de todos.
  
Para o êxito global, relata Nanci Rosa, uma série de profissionais se envolveram na ação. Ela faz questão de citar, além da diretora da escola Melize Daniel, as professoras de atendimento educacional especializado - AEE, que atuam na sala multimeios, Márcia de Castilhos Garayp e  Maria José Batista de Freitas, o professor de Libras  Rui Zuzza, bem como as profissionais do CAP:  Maria Aparecida Berger, Cimone Fátima dos Santos, Sandra Mara da Silva Alexandre, Daiani Domingos e Juliana Amorim da Silva Martins.
  
A gerente de Educação Especial da Secretaria de Educação da Capital, Ana Paula Felipe, também esteve presente na Escola do Futuro da Tapera.
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