Todo adulto que já tentou presentear um adolescente conhece o dilema. A criança que adorava brinquedos agora parece achar tudo infantil, mas ainda gosta de se divertir.
A boa notícia é que existe uma categoria inteira de jogos e kits pensados para essa fase de transição, e este texto mostra como encontrá-la.
Uma fase de transição
Entre 12 e 14 anos, os meninos querem ser levados a sério e preferem atividades que ofereçam desafio de verdade. Eles gostam de competir, de mostrar habilidades e de dividir o tempo com os amigos.
Isso não significa que abandonaram a brincadeira, apenas que ela mudou de forma. Jogos de estratégia, quebra-cabeças complexos e experimentos ocupam o lugar dos brinquedos tradicionais.
Equilíbrio entre telas e atividades offline
Nos dias de chuva ou nos fins de semana longos, a tentação de ficar horas no celular é grande. Oferecer alternativas interessantes é mais eficaz do que simplesmente limitar o tempo de uso.
Um jogo de cartas ou de tabuleiro pode reunir a turma em volta da mesa e render risadas. O Brinquedonet costuma indicar opções desse tipo em suas seleções por faixa etária.
O que procurar em um bom presente
O primeiro ponto é o desafio adequado, que não seja fácil demais nem frustrante. Quando o nível está certo, o adolescente se envolve e quer voltar a jogar.
O segundo é a possibilidade de uso em grupo, porque nessa idade a convivência com os amigos é prioridade. Jogos de mímica, de perguntas e de blefe funcionam muito bem em festas e encontros.
O terceiro é a qualidade do material, pois o uso intenso exige resistência. Cartas finas e peças frágeis acabam estragando em pouco tempo.
Opções que costumam dar certo
Os quebra-cabeças de mil peças atraem quem gosta de concentração e de ver um resultado concreto. Eles podem ser montados aos poucos, em uma mesa reservada, e depois emoldurados.
Os kits de mágica e de experimentos científicos despertam a curiosidade e dão material para mostrar aos amigos. Já os jogos de geografia e de conhecimentos gerais estimulam a vontade de aprender sem parecer lição de casa.
Os jogos de viagem, em versão de bolso, são ótimos para levar à casa de parentes ou em passeios. Ocupam pouco espaço e resolvem os momentos de espera.
Convivência em família
Muitos adolescentes dizem que não querem a companhia dos pais, mas aceitam bem uma partida divertida. Convidar para um jogo rápido, sem cobrança, costuma abrir espaço para conversas que não aconteceriam de outro jeito.
Respeite o resultado e evite transformar a atividade em lição de moral. Quando todos se divertem, o convite se repete naturalmente.
Como evitar erros de compra
Pergunte ao próprio adolescente ou aos amigos dele o que está em alta antes de decidir. Surpresa é bom, mas errar o gosto pode transformar o presente em item esquecido.
Evite escolher algo apenas porque o preço está baixo. Brinquedo que não combina com a pessoa sai caro, mesmo em promoção.
Onde consultar opções
Para quem quer ver opções reunidas e comparadas, vale conferir a seleção de brinquedos para meninos de 12 a 14 anos. Lá há jogos de cartas, quebra-cabeças, kits de experiências e outros itens que atendem a gostos variados.
Use a lista como inspiração e ajuste conforme o perfil do seu adolescente. Se ele gosta de ciência, privilegie kits de experimentos, e se prefere jogos sociais, aposte nos de mímica e perguntas.
Uma tarde de jogos em casa
Organizar uma tarde de jogos com amigos é uma forma simples de aproveitar os presentes. Basta reservar a mesa, preparar um lanche e deixar que o grupo escolha por onde começar.
Os adolescentes costumam gostar de rodízios, nos quais cada um sugere um jogo diferente. Esse formato dá voz a todos e evita que alguém fique entediado.
Para quem tem irmãos menores, vale adaptar as regras e incluir todo mundo. A experiência de ensinar um jogo ao caçula faz bem ao orgulho do mais velho.
Cuidado com o excesso
Nem todo adolescente quer abrir uma pilha de presentes, e um item bem escolhido costuma bastar. Prefira qualidade a quantidade, principalmente quando o orçamento é limitado.
Se estiver em dúvida entre duas opções, escolha a que pode ser usada por mais pessoas. Jogos coletivos duram mais na casa do que os individuais.
Vale ainda considerar o espaço de armazenamento, já que jogos e kits maiores precisam de prateleira própria. Uma caixa organizadora resolve boa parte do problema.
Outra sugestão é guardar as regras junto com cada jogo, porque as instruções somem com facilidade. Assim, ninguém perde tempo procurando antes de começar a partida.
Concluindo
Presentear um adolescente exige atenção ao que ele é hoje, e não ao que era há dois anos. Com bom senso e uma pitada de curiosidade, é possível acertar e ainda criar boas memórias.

