29/10/2020 às 14h47min - Atualizada em 29/10/2020 às 14h47min

Acusado de estupro por candidata a vereadora, prefeito de Florianópolis usa redes sociais para alegar inocência

Da Redação
Divulgação
O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) foi acusado nesta terça-feira de ter estuprado uma servidora pública no ano passado. Imagens da suposta ação foram gravadas e divulgadas nas redes sociais.

Rosely Rosana Ferrari Dallabona, candidata a vereadora este ano também pelo PSD, registrou boletim de ocorrência no dia 9 de outubro, e disse que, em 2017, o prefeito a agarrou pelo braço e tentou tocar nas partes íntima dela. Rosely disse ainda que manteve relação sexual não-consentida com o prefeito naquele ano e também em 2018 e 2019.

O caso está sendo investigado com a procuradoria-geral do Ministério Público.

Ao portal de notícias G1, ela disse que “depois, com tratamento de remédio, enfim, eu consegui falar com o meu marido, tive apoio do meu marido sobre a situação (...), o apoio de amigos mais próximos assim, e aí eu consegui ir até a delegacia”.

Ela também disse, porém, que teve outras relações consentidas com o prefeito. Na quarta-feira, ela já havia feito uma postagem na rede social Facebook falando sobre assédio moral.

“Segundo Hirigoyen (2001), o assédio moral pode ser caracterizado como “toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se, sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer danos à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo o seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho”.

Atitudes que são por sua vez demonstradas por comportamentos sem sentido sexual, estão intimamente ligadas ao abuso de poder e definidas por práticas de humilhação e intimidação ao assediado”, escreveu, sem citar nomes.
 
Defesa.

Gean Loureiro, nesta quinta-feira, gravou um vídeo e publicou em seu Facebook, onde nega que tenha violentando a servidora e candidata. Mas admite que teve relações com ela, de forma consensual, e que se arrepende de ter traído a esposa.

“Peço perdão a todos vocês, mas preciso fazer um desabafo. Hoje eu e minha família fomos surpreendidos de uma forma rasteira e violenta, numa avalanche de mentiras. Fui acusado por algo que abomino com todas as minhas forças. Nunca na minha vida, eu cometi um algo de violência contra quem quer que seja. Tive sim, no passado, um relacionamento fora do casamento, que é algo do qual não me orgulho. E que assumo todas as consequências”, disse.

“É um assunto doloroso que eu e minha esposa já havíamos tratado dentro de quatro paredes da nossa casa. De onde esse assunto jamais deveria ter saído. Pedi perdão à minha família pela dor que causei. Sei o que fiz e me arrependo. Mas também sei o que não fiz”, afirmou Loureiro, que fala em perseguição política.

“Por isso, não vou me calar diante dessa tentativa desesperada, essa armação eleitoral que estou sendo vítima, agora a poucos dias da eleição. Estão tentando transformar em crime um ato consensual entre dois adultos lá em 2019. Isso mostra que não há limites para baixeza e jogo sujo da política. Fui alvo de uma armação covarde, com uso de uma câmera escondida de propósito, expondo imagens da minha intimidade de forma desumana nas redes sociais. Quem já sofreu uma acusação injusta, quem teve sua imagem destroçada publicamente, sabe o que estou sentindo”, disse ele, que concorre à reeleição no dia 15 de novembro.

“Peço perdão à minha família e aos meus amigos pelo sofrimento que todos estão passando. E a Deus eu peço que me de serenidade para superar esse momento, com a tranquilidade da minha consciência. No mais, cabe à Justiça apurar, com rigor máximo, para que a verdade prevaleça”, afirmou Loureiro.
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