29/07/2021 às 15h19min - Atualizada em 30/07/2021 às 00h00min

Diretor-geral da Aliança fala sobre integração logística no Brasil; confira a entrevista

Aliança, do grupo A.P. Moller - MAERSK, apresenta campanha publicitária sobre a trajetória de alguns produtos em solo nacional

SALA DA NOTÍCIA Sherlock Communications
Aliança/Divulgação

Para que o alimento chegue até a mesa de uma família, milhares de quilômetros são percorridos, em uma jornada que demanda alta integração logística. Uma carga de arroz, com origem no sul do país, por exemplo, viaja 7 mil km para chegar ao norte do Brasil, considerando apenas o transporte marítimo. 

“A maior distância percorrida é entre Rio Grande (RS) e Manaus (AM), com quase 7000 km de navegação”, afirma Marcus Voloch, diretor-geral da Aliança, empresa líder em logística integrada, pertencente ao grupo A.P. Moller - MAERSK. Somente no ano de 2020, a empresa transportou mais de 880 mil toneladas de arroz no Brasil.

Desde commodities alimentícias até eletrônicos, a líder em logística no Brasil transporta uma grande variedade de produtos. Com o objetivo de reforçar o propósito da empresa, que consiste em “facilitar as conexões, impulsionar negócios e fazer parte do dia a dia dos brasileiros”, a Aliança lançou a campanha publicitária “Sua história, nosso destino”, que mostra a trajetória destes produtos até chegarem no consumidor final. 

Um exemplo que faz parte da campanha é o trajeto da lata de alumínio. “A fábrica realiza o envase dos produtos, [como] sucos, cervejas e refrigerantes e, então, nós os coletamos com destino ao norte e nordeste do país. Após o consumo, realizamos o transporte da latinha para a planta de reciclagem. A sucata das latinhas de alumínio é coletada em centros de coleta em todo o norte e nordeste”, explica o diretor-geral. 

“Essa carga é levada até o porto de Santos (SP), depois segue até a fábrica em Pindamonhangaba via ferrovia para ser utilizada na fabricação de bobinas”, finaliza. As histórias da campanha serão compartilhadas nas redes sociais da Aliança e no site: https://www.alianca.com.vc/landing/proposito.

Desafios e expectativas

Cerca de 60% da população brasileira vive dentro de uma faixa de até 200 km da costa, ao passo que mais de 8.000 km da costa nacional é navegável. Por esta razão, é necessário pensar em soluções inteligentes e ágeis, de modo que os custos sejam reduzidos e o transporte seja eficiente e seguro. “Entendemos a complexidade das operações em certas regiões do Brasil”, afirma Voloch.

“Para isso, atuamos com uma extensa operação integrada, através de uma frota própria de navios, caminhões e terminais multiúso, armazéns estrategicamente posicionados em todo o país, além de parceiros logísticos em todo o território nacional”, conta.

Em um país que possui proporções continentais, também há os desafios burocráticos. Contudo, a empresa reconhece que existe vontade por parte das autoridades brasileiras em desburocratizar determinados processos. “O processo no Brasil ainda requer muito papel. Um bom exemplo é o documento eletrônico, que já existe, porém, não substitui necessariamente o papel porque o mesmo ainda é exigido pelas autoridades”, analisa Voloch.

Em relação ao transporte ferroviário de contêineres, a Aliança vê um grande potencial no Brasil. “Vemos o crescimento do transporte de contêineres nas ferrovias como complemento ao transporte por caminhão e por navio, otimizando custos”, diz. 

Para a empresa, a utilização das ferrovias é uma “opção para conectar o interior ao litoral com mais previsibilidade e segurança”. Este seria, portanto, “um caminho para o Brasil chegar em sua malha logística ideal: onde os caminhões transportam da fábrica até o trem, o trem conecta o interior ao litoral e a cabotagem conecta ao restante do Brasil”.

“Ao integrar a ferrovia à sua cadeia logística, você conta com maior previsibilidade em sua operação, mais agilidade no transporte ao não pegar filas na entrada do porto, maior flexibilidade na armazenagem e redução de custos”, avalia o diretor-geral. 

Para o futuro, a Aliança tem uma posição otimista, considerando o avanço da integração entre os setores logísticos. “Imaginamos uma logística ágil, onde os processos acontecem de forma fácil, automatizada e sem mistérios”, conclui.


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