30/06/2021 às 00h00min - Atualizada em 30/06/2021 às 00h00min

Suprimento de energia é preocupação para empresários em Santa Catarina

Da Redação
Fillipe Scotti
Lideranças empresariais de diversas regiões alertam para o risco de perda de novos investimentos e evasão de empresas por conta do suprimento de energia e da falta de investimentos na infraestrutura de transportes. Os assuntos foram debatidos em reunião do Conselho Estratégico da Indústria, da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), ainda no início desta semana. 

Com a falta de energia, o estado corre o risco de migração de empresas para outras regiões. Quer dizer, podemos perder investimentos. Isso é um prejuízo para a economia catarinense”, disse Aguiar. Ele lembrou do evento climático recente que deixou Caçador por 96 horas sem energia elétrica. “Não havia um plano B. Da mesma forma, em diversas regiões, há cortes de energia que têm prejudicado a indústria local. Temos trabalhado com a Celesc no sentido de resolver essa questão”, explicou. 
 
Outro assunto abordado na reunião foram as deficiências na infraestrutura. “Nossa infraestrutura continua muito ruim e tira a competitividade da indústria e da economia catarinense. Infelizmente esse ano, dos R$ 271 milhões que estavam previstos no orçamento do governo federal para a área, tivemos um corte de 50%. Então vamos receber apenas R$ 136 milhões. Isso contempla muito pouco da grande demanda que temos no estado”, ressaltou. 

No encontro, Aguiar observou que a economia catarinense vem se destacando no cenário nacional, com a menor taxa de desemprego (6,2%), a maior intenção de investir (71,9 pontos), o crescimento da atividade econômica está em 7,7%, mas precisa urgentemente vencer os desafios para seguir crescendo. “Se depender do empresário catarinense, a economia será bastante sadia”, afirmou.

O presidente da FIESC também destacou a importância da reforma da previdência, que está para ser enviada esta semana pelo governo à Assembleia Legislativa (Alesc). Atualmente, o governo catarinense gasta mensalmente R$ 400 milhões para cobrir o rombo da previdência estadual. “São R$ 4,8 bilhões por ano que deixam de ser investidos em áreas como saúde, segurança e infraestrutura, por exemplo. É uma questão de responsabilidade nossa apoiar e defender a reforma. O desequilíbrio na previdência afeta o equilíbrio fiscal e as contas públicas”, disse. 


Também foram abordados outros assuntos, como as dificuldades de alguns segmentos para obter a emissão de licenças ambientais, medida que está atrasando a execução de novos investimentos, a preocupação com decisão da justiça que prevê a aplicação do Código Florestal em áreas urbanas consolidadas, e a falta de profissionais qualificados, especialmente em áreas ligadas à tecnologia da informação e comunicação.
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