01/04/2024 às 14h40min - Atualizada em 01/04/2024 às 16h00min

Nutrição esportiva é um campo a ser melhor explorado no Brasil

Segundo pesquisa organizada pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), apenas 2,5% dos cerca de 200 mil nutricionistas em atividade no Brasil atuam junto a atletas e equipes

Doro Jr.
NSF / Divulgação
Quem nunca ouviu a frase: “faço exercício para poder comer à vontade”? É fato que atletas comem bem – e muitas vezes bastante – em função do elevado gasto energético em treinos e competição. Mas se alimentar muito não é, necessariamente, fazer direito. É nesse ponto que a figura do nutricionista esportivo entra em ação, utilizando a ciência para prescrever dietas e suplementação para esportistas de alto rendimento e também amadores.

Curioso é que esse profissional voltado ao esporte representa apenas 2,5% do universo de nutricionistas brasileiros. A pesquisa “Consulta Nacional de Nutricionistas”, do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), aponta que o país reúne 194.018 profissionais da área em atividade. Ou seja, pouco mais de 4.800 nutricionistas se dedicam exclusivamente a orientação de atletas e equipes.

No quadro geral, a profissão de nutricionista está em curva ascendente. Os 194.018 profissionais registrados representam um crescimento de 22% em três anos. Em 2021, eram 158.803 nutricionistas no País. Os dados também indicam que, deste total, a maioria investe em qualificação. Por exemplo, 73,2% possuem pós-graduação.

Por outro lado, o mercado nem sempre traz o retorno financeiro de acordo com a qualificação. Entre os profissionais que atuam com nutrição esportiva e que participaram da pesquisa promovida pelo CFN, 53,6% faturam entre um e três salários mínimos ao mês. Entre três e cinco salários, a fatia é de 32,1%. Apenas 14,3% atingem a faixa entre cinco e dez salários mínimos e nenhum dos entrevistados ultrapassou a barreira dos dez salários.

“Até hoje, a média salarial do nutricionista brasileiro que atua no modelo de consultas tradicionais gira em torno de R$ 3.000 mensais. Mas sabemos que é possível elevar essa média para, no mínimo, R$ 10.000 mensais, por meio da capacitação dos profissionais e da aplicação de fundamentos de negócios”, explica Samir Bayde, cofundador da escola de negócios Nutrição Sem Fronteiras, que investe em mentorias no formato digital e em eventos presenciais.

O modelo híbrido é essencial para impactar profissionais espalhados em um país de dimensões continentais. O maior mercado nacional para a nutrição está na região Sudeste, com 64.664 profissionais, segundo dados coletados no Sistema CFN/CRN e no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). São Paulo é o estado com o maior número de nutricionistas, com 34.189 registros. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro (15.254), seguido por Minas Gerais (12.786). Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte: Sul (21.505), Centro-Oeste (10.408), Norte (6.126) e Nordeste (23.729).

“Nossa meta é impactar mais de 20 mil nutricionistas em todo o Brasil em 2024. Nosso trabalho é apresentar soluções para que esses profissionais sejam mais valorizados, atuem de forma mais efetiva e personalizada para, consequentemente, garantir melhor remuneração. Para isso, criamos produtos diferenciados e exclusivos, como o Modelo de Negócios de Consultorias Premium e do Método Check-in”, explica Bayde. Sua projeção vem calcada em cifras expressivas. Nutrição Sem Fronteiras gerou um impacto superior a R$ 100 milhões para seus clientes no ano de 2023.

A meta de 20 mil nutricionistas em 2024 representa um aumento de 300% em relação a criação da escola de negócios, em 2022. “Com 5 mil profissionais impactados, podemos ser considerados como a maior escola de empreendedorismo para nutricionistas da América Latina. Nosso faturamento aumentou 770% em um ano, batendo na casa dos 7.7 milhões. O número de clientes ativos saltou 120%, passando de 150 para 327 em pouco mais de um ano de existência”, comenta Lais Vilar, CEO da Nutrição Sem Fronteiras.

Virtual x presencial - Em conjunto ao atendimento on-line, a Nutrição Sem Fronteiras também reúne a sua Tribo (esta é a forma que se denominam) em eventos. Nos dias 4 e 5 de maio, na cidade de São Paulo, vai promover o Summit. A proposta é oferecer uma experiência imersiva para fornecer modelos de eficiência comprovada para ajudar profissionais da área a elevar seu nível de atendimento e patamar no mercado. A escola de negócios também começa a investir na presença em feiras. A primeira será a montagem de um estande no Arnold Sports Festival South America, considerado o maior encontro mutiesportivo e feira de negócios fitness do país, entre os dias 5 e 7 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A chave para a mudança proposta pela Nutrição Sem Fronteiras é uma nova estruturação de atendimento, que viabiliza a prestação de um serviço com mais qualidade para os pacientes. “Por meio de pacotes que oferecem um modelo de consultoria, com acompanhamento constante, consistente e personalizado, o profissional da nutrição passa a prestar um serviço muito mais eficiente, apresenta resultados e, com isso, pode praticar valores mais altos. Para isso, desenvolvemos ferramentas como o Método Check-in, que auxilia na implementação desse conceito”, reforça Byde, idealizador do Movimento Nutrição Sem Fronteiras, ao lado de Lais.
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