28/03/2024 às 20h27min - Atualizada em 30/03/2024 às 00h00min

Endometriose atinge 10% das brasileiras em idade fértil e em 30% dos casos pode causar infertilidade

Março Amarelo é dedicado à conscientização da patologia, conhecida como ‘a doença da mulher moderna’

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Dedicado à conscientização sobre a endometriose, o mês de março – também chamado de Março Amarelo – traz foco para essa doença cada vez mais comum. Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, a doença atinge principalmente mulheres com idade entre 25 e 35 anos, sendo 10% das mulheres brasileiras em idade fértil e mais de 30% dos casos podem causar infertilidade.

Março Amarelo é a campanha que marca as discussões sobre a saúde feminina, em especial, a endometriose. A estimativa é que pelo menos 190 milhões de mulheres e adolescentes em todo o mundo sofram com a endometriose. E muitas dessas mulheres podem apresentar dificuldade para engravidar por conta da doença”, informa a Dra. Claudia Gomes Padilla, codiretora médica da Huntington Medicina Reprodutiva.

A infertilidade causada pela endometriose pode estar ligada tanto ao seu estágio mais avançado, quando mais leve. A endometriose pode causar dificuldade para engravidar quando a doença atinge as trompas, órgão responsável pelo transporte dos espermatozoides até o óvulo e migração do embrião formado até o útero. Porém, mesmo que a doença esteja restrita a locais fora do útero, incluindo bexiga e intestino, ainda assim pode haver infertilidade devido ao processo inflamatório no local que pode afetar a quantidade e qualidade dos óvulos e a receptividade do útero para a implantação do embrião. No caso da infertilidade causada pela endometriose leve, a inseminação artificial é um tratamento possível. Esta técnica de reprodução assistida consiste na estimulação ovariana e posterior colocação do sêmen dentro da cavidade uterina através de um cateter flexível. Já para casos mais graves e com acometimento das trompas a fertilização in vitro, ou seja, a formação do embrião em laboratório e inserção dentro do útero, costuma ser a melhor opção de tratamento.

A endometriose tem tratamento e toda mulher merece ter informação, qualidade de vida e bem-estar”, afirma Dra. Claudia.

Considerada uma doença da mulher moderna, que retarda a maternidade, tem menos filhos e, consequentemente, tem mais ciclos menstruais, a endometriose ainda é um desafio para os médicos, pois suas causas não são totalmente conhecidas. A produção de estrogênio e fatores genéticos podem ser apontados como possíveis causas da patologia.

A endometriose é considerada uma doença crônica, caracterizada pela presença de endométrio (tecido que reveste o útero internamente e que é renovado mensalmente pela menstruação) em locais indevidos, ou seja, fora da cavidade uterina. Quando não ocorre a fecundação, o endométrio se fragmenta e é eliminado junto com o sangue menstrual, podendo migrar através das trompas para órgãos como o ovário, intestino, apêndice e bexiga.

Segundo Dra. Claudia Gomes Padilla, cólica menstrual aguda, dores pélvicas, fluxo menstrual intenso, dor durante a relação sexual, dor ao urinar ou evacuar durante a menstruação e infertilidade estão entre os principais sintomas da doença.

Os sintomas da endometriose podem ser confundidos com outros desconfortos momentâneos, o que acaba dificultando o diagnóstico. Por isso é importante dar importância aos sinais”, conclui.

 
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