27/02/2024 às 21h44min - Atualizada em 28/02/2024 às 00h00min

Saiba como evitar as quedas em idosos

Os familiares devem ficar atentos aos sinais da falta de equilíbrio nos idosos

Geziane de Mattos Diosti
Divulgação

Todos nós seremos idosos um dia, afinal o envelhecimento é um processo natural e inevitável. E quando essa fase da vida chega, é preciso ficar atento aos cuidados especiais para prevenir quedas em pessoas idosas, ajudando, assim, a promover a saúde e bem-estar delas.

 

Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, a estimativa entre os idosos com 80 anos ou mais é que 40% sofram quedas todos os anos. Dos que moram em instituições de longa permanência, asilos ou casas de repouso, a frequência de quedas é ainda maior: destes, 50% podem cair.

De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Otorrinos Curitiba, Dr. José Luiz Pires Junior, diversos fatores podem contribuir para a falta de equilíbrio nos idosos, que se torna mais frequente a partir dos 70 anos.

“As principais causas de falta de equilíbrio nos idosos são as patologias crônico-degenerativas, com a perda de massa e força muscular; distúrbios do sono; abuso de bebidas alcoólicas; medicamentos psicoativos; baixa qualidade auditiva; perda de capacidade do olho para distinguir detalhes espaciais; hipertensão; anemia; diabetes; hipotireoidismo e sedentarismo”, explicou a especialista.

Causas da queda em idosos

As quedas em idosos podem ser causadas por diferentes fatores, entre os principais estão:

:: Fraqueza muscular e perda de equilíbrio: com o envelhecimento, os músculos tendem a perder força e flexibilidade, o que pode levar a um desequilíbrio e aumentar o risco de quedas.

:: Alterações na mobilidade: problemas de marcha, como arrastar os pés, desequilíbrio ao andar ou dificuldade para se levantar de uma cadeira, podem aumentar o risco de quedas em idosos.

:: Problemas de visão: alterações na visão devido a condições como catarata, glaucoma ou degeneração macular podem prejudicar a percepção de profundidade e causar dificuldades na identificação de obstáculos.

:: Medicamentos: certos medicamentos, como sedativos, hipnóticos, antidepressivos, antipsicóticos e medicamentos para pressão arterial, podem causar tontura, sonolência ou desequilíbrio.

:: Problemas de saúde crônicos: condições de saúde crônicas, como doenças cardíacas, diabetes, osteoporose, artrite, doenças neurológicas ou distúrbios vestibulares, podem afetar a mobilidade, a coordenação motora e o equilíbrio, aumentando o risco de quedas.

:: Ambiente doméstico inadequado: tapetes soltos, superfícies escorregadias, escadas sem corrimão, falta de iluminação adequada e outros problemas no ambiente doméstico podem contribuir para o risco de quedas.

:: Alterações cognitivas: condições como demência ou comprometimento cognitivo podem afetar a capacidade do idoso de reconhecer e evitar situações de risco, aumentando o risco de quedas.

O que fazer quando um idoso sofre uma queda?

Se o idoso cair ou ficar ferido, com dificuldade de se movimentar ou perder a consciência, ligue para o 193 (SIATE) com urgência para verificar a necessidade de levá-lo ao hospital.

Para o idoso que mora sozinho, a orientação é que a família deixe um dispositivo telefônico portátil de emergência.

Previna as quedas

Os familiares devem ficar atentos aos sinais da falta de equilíbrio nos idosos. A queda costuma ser o principal indicativo e, caso isso aconteça com frequência, é importante uma avaliação médica rigorosa.

E para preveni-la, a família tem papel fundamental nesse processo, como observar a disposição dos móveis em casa, o tipo de calçado utilizado, se há tapetes no ambiente, entre outros.

“Em casa, elimine objetos e móveis desnecessários. Outra dica importante é evitar ambientes com escadas e não deixar tapetes muito lisos no chão. No banho, vale usar os tapetes antiderrapantes. Verifique, ainda, se os calçados estão bem adaptados aos pés, e nunca levante no escuro”, orientou o otorrino.

Como melhorar o equilíbrio

Segundo o especialista, a prática esportiva em geral melhora o equilíbrio corporal, como exercícios para o fortalecimento corporal, desenvolvimento da agilidade, coordenação e força muscular.

“Quando o paciente cuida da saúde, os problemas com o desequilíbrio são amenizados. As dicas principais são: manter uma dieta saudável com ingestão de cálcio e vitamina D, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, consultar um otorrinolaringologista e cuidar da audição. Manter-se sempre ativo e tomar as medicações corretas indicadas pelo médico é fundamental para uma vida mais tranquila, com qualidade e feliz”, finalizou Pires.

 

Com informações: Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia

Diretor Técnico do Hospital Otorrinos Curitiba: Dr. Ian Selonke – CRM-PR 19141 | Otorrinolaringologia


 
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