31/10/2023 às 00h00min - Atualizada em 31/10/2023 às 00h00min

Porto de São Francisco é responsável por 7% dos fertilizantes importados pelo Brasil

Divulgação Porto de SFS
O Porto de São Francisco do Sul cumpre um papel crucial na importação brasileira de fertilizantes. Nos primeiros nove meses deste ano, o complexo portuário do Norte catarinense já recebeu 1,9 milhão de toneladas do adubo, o que representa 7% do total importado pelo país nesse período (28,5 milhões de toneladas).

O produto, que é utilizado para melhorar a produtividade e a qualidade da agricultura, tem como principal provedor a Rússia (23%), seguido pelo Canadá (15%), China (10%), Estados Unidos (7%) e Marrocos (7%). O restante dos fertilizantes é originário de países do Oriente Médio, como Omã, Arábia Saudita e Irã.

Desde janeiro, o Porto recebeu 69 navios com fertilizantes, que levaram entre dois e cinco dias para descarregar, em média, 27,5 mil toneladas do produto cada um. O expressivo número de embarcações que escolhem São Francisco para descarregar fertilizantes é devido à agilidade que o Porto oferece.

“O tempo de espera dos navios, em alto mar, para entrar em São Francisco é de 10 dias, em média, muito inferior a outros portos da região”, explica o gerente de Operações, Clayton Cipriano, acrescentando que os fertilizantes que chegam ao maior porto catarinense têm como destino Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina.

O processo de desembarque das cargas também foi acelerado a partir de julho, quando o Porto abriu um novo acesso, que aumentou a capacidade de movimentação de caminhões no Porto, de 500 para 1,5 mil veículos por dia. Segundo Danilo Rosa, gerente da Zport, empresa de operações portuárias que atua em São Francisco do Sul, o novo gate agilizou em torno de 30% a descarga dos navios de fertilizantes.

“Por exemplo, em condições normais eram necessárias cerca de 34 horas para descarregar 10 mil toneladas de fertilizantes. Hoje com os novos gates temos uma efetividade maior, podendo descarregar 10 mil toneladas em até 24 horas”, explica ele.

Queda em 2023

O Brasil importa 80% de todo o fertilizante que consome, porém, ao longo deste ano, o desembarque do produto diminuiu. No primeiro semestre de 2023, houve uma queda de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações do Globo Rural (https://bit.ly/3ZRd8eo).

Essa tendência foi confirmada em setembro no Porto de São Francisco que recebeu 216 mil toneladas do adubo, uma redução de 16% quando comparado ao mesmo mês do ano passado (256 mil toneladas).

A expectativa, no entanto, é que até o final do ano aumente a importação, em razão da expectativa de nova supersafra no próximo ano.

Negócios de R$ 4 bilhões

A importação de fertilizantes pelo Porto de São Francisco do Sul, em 2023, movimentou cerca de US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões), levando em consideração o valor médio de US$ 405 por tonelada, negociado ao longo do ano.

Segundo o Canal Rural (https://bit.ly/46F7AFS), o preço do adubo foi baixando nos últimos meses. O valor médio pago por tonelada em setembro foi de US$ 308, 50% menor que os US$ 621 por tonelada desembolsados em setembro de 2022. 

Fertilizante x Agrotóxico

Os fertilizantes, que não pertencem à família dos agrotóxicos, são compostos químicos utilizados na agricultura para fornecer nutrientes ao solo e conseguir ganho na produtividade. Eles são essenciais para as plantações de milho, soja, arroz e trigo.

O adubo em pequenas bolinhas (similar às de isopor) é produzido artificialmente em fábricas, que fazem a mistura de elementos minerais como nitrogênio, fósforo, calcário e potássio.
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