08/10/2023 às 16h34min - Atualizada em 09/10/2023 às 00h01min

Estudo aponta que o consumo de melancia pode provocar dores de cabeça; entenda

Descubra como a fruta mais refrescante do verão pode desencadear crises de enxaqueca em algumas pessoas

Antônio Rodrigues
Stockking

A melancia é amplamente conhecida por sua deliciosa e refrescante natureza, sendo uma escolha popular para se refrescar nos dias quentes. No entanto, recentes descobertas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) lançam uma nova luz sobre essa fruta tão adorada. 

 

Surpreendentemente, além de seu sabor suculento e sua capacidade de hidratação, ela foi associada por desencadear dores de cabeça em indivíduos que sofrem de enxaqueca, uma condição crônica que afeta uma significativa parcela da população global, cerca de 15% das pessoas.

 

Essa revelação inesperada lança um holofote sobre a relação entre a melancia e a enxaqueca, destacando como esse alimento pode afetar aqueles que buscam remédios naturais para aliviar esse desconforto.

 

Por isso, preparamos este artigo para você ficar por dentro de tudo! Acompanhe!

Por que a melancia causa enxaqueca em algumas pessoas?

A pesquisa “Watermelon and others plant foods that trigger headache in migraine patients”, realizada por cientistas brasileiros, revela um elo entre o consumo de melancia e a produção de óxido nítrico, uma molécula com múltiplas funções no corpo humano, incluindo a capacidade de dilatar os vasos sanguíneos. 

 

Em casos de enxaqueca, essa dilatação vascular desempenha um papel crucial, pois pode agravar as dores de cabeça. Por outro lado, essa propriedade pode ser benéfica para pessoas com pressão alta, já que a melancia atua como vasodilatador. 

 

Essa ligação é estabelecida por meio da citrulina, um aminoácido presente em algumas hortaliças, mas que é abundantemente encontrado na melancia. A citrulina, após sua ingestão, converte-se em arginina que, por sua vez, estimula a produção de óxido nítrico no organismo. 

 

A relação entre a melancia e a cefaleia em algumas pessoas também pode ser atribuída a outros fatores complexos:

 
  • O alto teor de açúcar do alimento pode causar flutuações nos níveis de glicose no sangue, contribuindo, por sua vez, para o desencadeamento de enxaquecas em algumas pessoas;

  • Embora seja uma fruta hidratante, a melancia pode não ser suficiente para manter o equilíbrio de fluidos em alguns indivíduos, levando à desidratação, um fator conhecido por desencadear dores de cabeça. 

 

Essas respostas variadas ao consumo de melancia destacam a importância da sensibilidade individual, com fatores genéticos e de saúde pessoal desempenhando um papel na suscetibilidade à enxaqueca após o consumo deste alimento.

Dados do estudo

Para comprovarem a premissa de que a melancia e outros alimentos específicos podem desencadear cefaleia, os investigadores analisaram quase 4 mil pacientes com enxaqueca e pouco mais de 1100 pessoas que sofriam de dores de cabeça.

 

Os resultados foram surpreendentes. Foi constatado que 40,3% dos pacientes tiveram enxaqueca após um período entre 8 a 90 minutos da ingestão das frutas:

 
  • Melancia: 29,5%;

  • Maracujá: 3,73%;

  • Laranja: 2,01%;

  • Abacaxi: 1,52%;

  • Uvas: 0,51%.

 

Esses foram os principais alimentos responsáveis pelo aparecimento de enxaquecas. Ainda assim, os especialistas referem que este efeito só foi observado em pessoas que já sofriam anteriormente desta condição.

 

Que outros problemas de saúde a melancia pode provocar?

Primeiramente, precisamos dizer que a melancia oferece diversos benefícios à saúde devido à sua composição rica em nutrientes. Ela é uma excelente fonte de hidratação devido ao alto teor de água, auxiliando na regulação da temperatura corporal. 

 

Além disso, contém antioxidantes, como o licopeno, que podem proteger contra danos celulares e reduzir o risco de certas doenças. Também é uma fonte de vitaminas A e C, que promovem a saúde da pele e fortalecem o sistema imunológico. 

 

Porém, apesar dos inúmeros benefícios à saúde, o consumo excessivo da melancia pode acarretar alguns riscos, sobretudo relacionados a problemas digestivos. Em grandes quantidades, essa suculenta fruta pode provocar desconforto abdominal, inchaço, flatulência e diarreia.

 

A causa desse desconforto reside na presença de um grupo de carboidratos fermentáveis de cadeia curta que o intestino delgado não consegue digerir ou absorver rapidamente. Esses compostos incluem oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis.

 

Além disso, a melancia possui um índice glicêmico elevado, o que pode resultar no aumento dos níveis de açúcar no sangue. Portanto, pessoas que sofrem de diabetes muitas vezes precisam limitar seu consumo diário.

Quais são os sintomas e os fatores desencadeantes da enxaqueca?

Muito além da melancia, a enxaqueca é uma condição neurológica caracterizada por dores de cabeça intensas e recorrentes, muitas vezes acompanhadas por sintomas adicionais. Os sintomas mais comuns incluem:

 
  • Dor de cabeça pulsante, geralmente em um lado da cabeça;

  • Sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia);

  • Náusea e vômitos;

  • Visão embaçada ou aura visual em alguns casos;

  • Tontura;

  • Sensação de formigamento ou dormência em partes do corpo.

 

Já os fatores desencadeantes da enxaqueca podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns dos mais comuns incluem:

 
  • Alimentos: certos alimentos e bebidas, como queijos envelhecidos, chocolate, cafeína, álcool e alimentos processados, podem desencadear enxaquecas em algumas pessoas;

  • Alterações hormonais: flutuações hormonais, como as que ocorrem durante o ciclo menstrual, gravidez ou menopausa, podem desencadear enxaquecas em algumas mulheres;

  • Estresse: altos níveis de estresse emocional ou físico podem precipitar enxaquecas.

  • Mudanças no padrão de sono: tanto a falta de sono quanto o excesso de sono podem ser gatilhos;

  • Fatores ambientais: luzes brilhantes, odores fortes e mudanças climáticas podem desencadear enxaquecas em algumas pessoas.

 

Além desses, atividades físicas extenuantes, certos medicamentos, predisposição genética podem desencadear enxaquecas em algumas pessoas.

 

Encontrar a solução adequada para controlar as fortes dores de cabeça é crucial, pois os sintomas podem ser debilitantes. Além de evitar os fatores desencadeantes, muitas pessoas buscam remédios para enxaqueca, por exemplo.

 

Afinal, identificar a solução mais eficaz pode melhorar significativamente a qualidade de vida de quem sofre com essa condição. E já que estamos falando nisso, você sabe como prevenir e tratar as crises de enxaqueca? 

Como prevenir e tratar as crises de enxaqueca?

Prevenir e tratar as crises de enxaqueca é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com essa condição. Uma solução natural como remédio para enxaqueca pode ser eficaz no alívio dos sintomas. Além dele, separamos algumas estratégias que podem te ajudar: 

 
  • Identificação de gatilhos: reconhecer e evitar os fatores desencadeantes, como certos alimentos, estresse e alterações hormonais, é essencial;

  • Mantenha um diário: registrar os episódios de enxaqueca pode ajudar a identificar padrões e gatilhos pessoais;

  • Hábitos de sono regulares: garanta um sono adequado e mantenha uma rotina de sono consistente;

  • Alimentação saudável: opte por uma dieta equilibrada, evitando alimentos que podem desencadear enxaquecas.

 

E quanto ao tratamento? Bom, existem alguns tipos de tratamento que você pode apostar para ajudar no alívio dessas dores terríveis, como por exemplo:

 
  • Remédios naturais, como a melatonina; 

  • Suplementos, como magnésio, riboflavina (vitamina B2) e coenzima Q10;

  • Gerenciamento de estresse;

  • Terapias complementares como acupuntura.

 

Além desses, o tratamento mais comum são remédios para enxaqueca, vamos ver mais detalhes a seguir:

Remédios para enxaqueca

Em casos graves, seu médico pode prescrever remédios para enxaqueca, como triptanos. Os triptanos, como sumatriptano e rizatriptano, são projetados para aliviar a enxaqueca ao afetar os vasos sanguíneos e a serotonina no cérebro. 

 

Eles ajudam a reduzir a dilatação dos vasos sanguíneos que ocorre durante uma crise de enxaqueca, aliviando a dor e outros sintomas associados, como náusea e sensibilidade à luz.

 

Também podem ser recomendados pelos médicos medicamentos como:

 
  • Antieméticos: indicados sempre que houver náusea e/ou vômito;

  • Corticoides: recomendados nas situações de emergência, quando outros remédios não foram efetivos;

  • Antidepressivos: várias classes de medicamentos antidepressivos são usados para tratar enxaqueca.

 

Mas é preciso estar atento ao fato de que a enxaqueca é uma condição individual, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. 

 

Além disso, é importante frisar que a automedicação ou o uso de medicamento em excesso pode ocasionar em uma cefaleia de rebote, que pode ser ainda mais intensa do que aquela que você sente.

 

Por isso, se a sua enxaqueca forte te incapacita de fazer as atividades corriqueiras, vale procurar a ajuda de um médico que pode ser clínico geral ou até mesmo um neurologista para indicar o tratamento adequado para o seu caso, o que inclui o uso dos melhores medicamentos.


 

Este conteúdo foi distribuído pela plataforma SALA DA NOTÍCIA e elaborado/criado pelo Assessor(a):
U | U
U


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Manezinho News Publicidade 1200x90
Contato pelo whatsapp...
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp