14/04/2021 às 00h00min - Atualizada em 14/04/2021 às 00h00min

Catarinenses priorizam compras de itens essenciais em lojas físicas, diz Fecomércio

Da Redação
Divulgação
A crise econômica desencadeada pela pandemia da Covid-19 tem provocado desemprego, queda do poder aquisitivo e diminuição da renda dos brasileiros. A Fecomércio SC realizou uma pesquisa para compreender a percepção e o comportamento de compra do catarinense com o agravamento da pandemia a partir de março.

Conforme os dados, mais de metade dos consumidores não estava em isolamento no período: 52,1% deles estão saindo de casa para trabalhar, mas estão mantendo os cuidados, e 5,5% estão vivendo normalmente, sem mudar a rotina. Dos 42,4% que estão em isolamento total ou parcial, 37,2% sai de casa só quando é essencial.

Apesar de Santa Catarina ter uma posição diferenciada, com menos desemprego e renda mais alta em relação aos outros estados,  os consumidores continuam cautelosos nas compras em lojas físicas. 

“Os dados apontam que os catarinenses estão dando preferência às compras essenciais, seja pelo orçamento mais apertado ou receio de contrair o vírus. Quase quatro em cada dez afirmaram que contraíram Covid-19 ou alguém de sua residência positivou. Estamos atuando desde o início da pandemia para que o comércio mantenha os rígidos protocolos, para garantir a saúde dos trabalhadores e clientes, bem como ter um ambiente seguro para que os consumidores voltem a consumir com confiança”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Comportamento das compras

De acordo com o levantamento, a maioria dos consumidores (95,5%) realizou compras em lojas físicas no período entre 1º a 17 de março.
Os principais itens comprados são considerados essenciais: alimentos e bebidas (97,1%) e medicamentos (51,2%). Os dois itens também lideram o ranking de intenção de compras futuras em canais físicos, com 89,8% e 50,7%, respectivamente.
Dos não essenciais, destaque para os gastos com serviços de beleza (14,8%) e vestuário (9,9%). Entre aqueles que não realizaram compras físicas no período apurado, a maioria tem média de idade de 50,7 anos. Apesar da doença estar acometendo também faixa etárias mais jovens e da vacinação dos idosos, os consumidores mais velhos ainda têm receio de se expor ao vírus. 

Os dados foram levantados com 403 consumidores entre os dias 17 a 20 de março, nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages.
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