30/03/2023 às 13h09min - Atualizada em 31/03/2023 às 00h01min

Aprender e se desafiar no trabalho: inovações no mundo corporativo

*Alessandra de Paula 

SALA DA NOTÍCIA Valquiria Cristina da Silva Marchiori

Mudanças no mundo corporativo são determinadas em função de uma série de questões, assim como ocorreu, recentemente, com a pandemia provocada pela disseminação do coronavírus. Isso têm levantado novos questionamentos em relação à formação profissional, ao desenvolvimento de novas habilidades e competências dos colaboradores, que se fazem necessárias para que a empresa possa acompanhar a dinâmica dos processos no mundo empresarial.  

Além dos episódios externos, deve-se olhar também para a velocidade com que as mudanças acontecem no mundo corporativo, em que a tecnologia impõe o ritmo de modernização e de avanços no setor.  Espera-se do profissional, nesse contexto, que seja sempre um aprendiz. Um dos pilares apresentado por Jacques Delors, em 1990, no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, já apontava que o homem devia “aprender a conhecer” ou aprender a aprender. Isso implica, segundo o autor, em preparar-se para que a rapidez do processamento de informações não afete o discernimento e as escolhas pessoais. 

Delors também afirma que a aprendizagem deve ser um processo contínuo, pois sempre existe algo a ser aprendido, inclusive no mundo do trabalho, à medida que este acompanha a dinâmica das mudanças.  

Para enfrentar os novos desafios impostos pela modernidade e a rotatividade dos colaboradores, com resultados alinhados às suas expectativas, as empresas devem oportunizar aos funcionários a “aprendizagem em serviço”, ou seja, aprender no local de trabalho, com o trabalho. Esse comportamento empresarial, pode representar o impulso para a inserção da empresa em novos patamares de competitividade, em que todos os colaboradores se identificam com as novas metas e atuam de maneira coesa, contínua, para garantir os melhores resultados. 

Estabelecer a conexão entre o que há para ser aprendido e como fazê-lo, oportunizando o desenvolvimento de novas habilidades, utilizando estratégias adequadas, sem descaracterizar a cultura da empresa e engajando o funcionário, é tarefa que compete ao líder dos colaboradores que, com uma visão macro da empresa, é capaz de conduzir a equipe em uma jornada constante em busca de novos conhecimentos.  

Os resultados serão melhores ainda se esse líder, com uma grande capacidade de gerenciar mudanças, conquistou esse cargo dentro de avanços hierárquicos oportunizados e garantidos pela própria empresa, que investe no reconhecimento da capacidade de liderança, nas competências e habilidades de seus colaboradores. 

Um bom líder de equipe motiva os profissionais à superação de suas limitações, a buscarem novas formas de realizar mais e melhor, adequando-se a um futuro planejado para a empresa, em um ambiente corporativo em que todos crescem juntos e têm suas capacidades reconhecidas. Trata-se de entender o que significa ter o homem certo no lugar que lhe cabe, ou seja, dar oportunidades para que novas funções sejam experienciadas por aqueles que demonstram possuir competência para participar de novos desafios. 

Aprender no trabalho não significa participar de programas internos de treinamento e capacitação, mas engajar-se com o grupo para juntos, buscarem novas estratégias para estabelecer os diferenciais que a empresa busca. Esse engajamento, reflete o comprometimento do grupo com novas experiências e descobertas. A cultura organizacional se fortalece e os colaboradores se veem, todos, como igualmente vitoriosos e responsáveis pelas novas conquistas. Vamos trabalhar e pensar juntos para crescer? 

*Professora Alessandra de Paula é Coordenadora dos cursos de Logística e Gestão do E-commerce e Sistemas Logísticos da Escola de Gestão, Comunicação e Negócios da Uninter. 

 


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