29/03/2023 às 12h22min - Atualizada em 30/03/2023 às 00h01min

Novo governo quer chegar ao "desmatamento zero" antes de 2030

Em vista disso, tecnologias usadas na Europa, América Latina e na Ásia, como em projetos no Meghalaya Basin Management Agency, na Índia, devem entrar na pauta de investimentos do Brasil para proteção ambiental neste ano

SALA DA NOTÍCIA Caroline Brito
Um levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que os alertas acumulados de desmatamento na Amazônia Legal atingiram o nível de 10 km² em 2022. Dessa maneira, o país atingiu a pior marca da série histórica, área equivalente a mais de oito vezes a cidade doJaneiro. Diante deste cenário alarmante, o novo governo anunciou o projeto "desmatamento zero" – que promete adotar uma política para inibir a prática naRio de Amazônia, impactando na emissão zero de gases responsáveis pelo aquecimento global. Isso deve ocorrer até 2030, e, a divisão de Segurança, Infraestrutura e Geoespacial da Hexagon, líder global em soluções de realidade digital, combinando sensores, softwares e tecnologias autônomas, já tem apoiado os Governos neste sentido, visando a proteção do meio ambiente contra o avanço rápido e progressivo de atividades criminosas.

As soluções da Hexagon para gestão e proteção ambiental combinam sistemas geoespaciais avançados de sensoriamento remoto, fotogrametria e análises espaciais e, utilizam regras de validação apoiadas por Inteligência Artificial e fluxos automatizados para processar, analisar e comparar imagens de diferentes períodos sem intervenção humana. O principal benefício é a detecção de mudanças, e a criação de alertas de forma automática e com níveis de criticidade para que sejam analizados e priorizados através de um sistema. Com base em workflows pré-configurados, até mesmo pessoas não especializadas podem utilizá-lo e, ao constatarem quaisquer situações suspeitas ou irregulares, podem iniciar de forma imediata os procedimentos de fiscalização através do sistema, que se destaca por oferecer recursos integrados para planejamento e gerenciamento de operações em campo, como fiscalizações.

As soluções dinâmicas de mapeamento, visualização e análise da companhia, são capazes de rastrear mudanças ambientais, apoiar estratégias de energias renováveis, auxiliar nos esforços contra atividades ilegais de desmatamento, queimadas, garimpo e ocupação de terras, e até mesmo proteger e garantir a consciência situacional marítima, alguns dos temas que devem estar na pauta de investimentos do Brasil, em 2023. Comprovadas mundialmente, essas tecnologias já são utilizadas por países da América Latina como a Colômbia, e em outras localidades onde a multinacional sueca possui atuação como na Índia, apoiando a Agência de Gerenciamento de Bacias de Meghalaya, na Arábia Saudita (Cidade Rei Abdulaziz para Ciência e Tecnologia), no Egito (Departamento de Pesquisas Militares) e na Espanha (Centro de Satélites da União Européia).
Military Survey Department, no Egito, mas também, na Europa, como no caso da European Union Satellite Center (Espanha).

Em meio à real ameaça advinda das mudanças climáticas, inclusive tema do COP 27 – evento anual promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorreu recentemente, o Brasil – devido à Amazonia ser considerada o mais importante bioma do planeta ao desempenhar um papel imprescindível na manutenção de serviços ecológicos, na qualidade do solo, dos estoques de água doce e por proteger a biodiversidade – tem um importante papel no momento atual, por isso, deve passar a tratar o assunto com mais zelo, afinal, são alarmantes os registros de institutos como o Imazon, que, afirma que a Amazônia tem sofrido o maior desmatamento dos últimos dez anos e o desiquilíbrio ambiental previsto diante de tal cenário.

Segundo Marcos Telles, diretor nacional de vendas da Hexagon, o investimento em inovações tecnológicas é o único caminho para se garantir a proteção da maior floresta tropical do mundo e de outras riquezas nacionais. "A Hexagon está comprometida em empregar dados para capacitar um futuro mais autônomo e sustentável, e queremos ajudar cidades e nações a protegerem seus recursos, suas riquezas e suas comunidades. Por isso, estamos empenhados em apoiar organizações de proteção e fiscalização ambiental nesse processo, fornecendo automação e inteligência operacional de classe mundial para ajudá-las a combater crimes ambientais", afirma Telles.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Amazônia tem mais 5 milhões de km² (área brasileira) e abriga 50% da biodiversidade mundial. Ainda, conta com uma variedade de até 300 espécies de árvores, 3 mil espécies de peixes e 17 milhões de pessoas vivendo na região, um bioma que está em um dos locais mais ricos e biodiversos do planeta, sendo admirado e conhecido em todas as regiões do mundo e, também, um dos mais difíceis de se rastrear e monitorar sem o auxílio de tecnologias.
Para mais informações sobre a solução de proteção ambiental da Hexagon, clique aqui

 
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