28/03/2023 às 16h06min - Atualizada em 29/03/2023 às 00h01min

“Futebol feminino não é caridade. É o nosso trabalho e merecemos respeito”, afirma Debinha

Jogadora concedeu entrevista exclusiva ao Sambafoot

SALA DA NOTÍCIA Marina Kaiser Gomes de Faria
https://www.sambafoot.com/br/
Denis Balibouse / Reuters

O Samba Gold 2022 teve os seus vencedores anunciados no início do mês passado e premiou as categorias masculina, feminina e sub-20. Nesta 15ª edição da premiação, organizada pelo Sambafoot, o público escolheu o melhor jogador brasileiro atuando no exterior, a melhor brasileira atuando no exterior e o melhor brasileiro sub-20 do mundo (atuando dentro ou fora do Brasil).

A atacante Debinha, do Kansas City Current e da Seleção Brasileira, foi eleita pela 1ª vez a melhor jogadora brasileira que atua no exterior e levou o troféu Samba Gold Feminino 2022 para a sua prateleira. Esta é a segunda edição da premiação nessa modalidade. A jogadora Gio Queiroz, que atua no Arsenal, levou o troféu para casa no último ano.

Assim, o Sambafoot bateu um papo exclusivo com a craque, que relembrou momentos marcantes da sua carreira e analisou o que vem pela frente. Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

(Sambafoot) Qual o momento mais marcante da sua carreira até o momento?

Debinha: O momento mais marcante da minha carreira com certeza foi disputar as Olimpíadas de 2016. Foi maravilhoso ter a minha família, amigos comigo, e ver o estádio lotado e a torcida da nação brasileira.

(S) Qual é o maior sonho que você tem e gostaria de realizar (ou já realizou) ao longo de sua carreira?

D: O meu maior sonho sempre foi me tornar uma atleta profissional. Agora tenho desafios, que são me manter no auge e seguir lutando pelos meus objetivos! 

(S) Qual é a sua percepção sobre o atual cenário do futebol feminino? O que melhorou e o que ainda pode melhorar?

D: Olhando há 10 anos atrás, demos um grande passo. Mas ainda vejo que temos um grande caminho para percorrer! Não basta times de camisas que querem montar um time feminino, mas tem que investir! Futebol feminino não é caridade. É o nosso trabalho e merecemos respeito e o nosso direito!

(S) Se pudesse dar um conselho para as jovens que desejam seguir carreira profissional no futebol, qual seria?

D: Se dedique e tenha comprometimento. Muitas vezes é difícil abrir mão de algumas prioridades no momento. Mas vale a pena esse esforço para colher bons frutos no futuro. E acreditem em seus sonhos, pois só não é possível para aquele que não persistir!

(S) Qual a sua análise sobre a seleção brasileira neste ciclo de Copa? Temos condições de disputar o título?

D: Evoluímos muito como equipe e sabemos que temos talentos para fazer a diferença, o que eu acho que é uma das nossas vantagens. Estamos no caminho certo. Temos a chance em nossas mãos, só depende de nós! 

(S) Você pensa em jogar no Brasil novamente? Em qual time gostaria de jogar?

D: Penso em jogar no Brasil, sim. Seria maravilhoso jogar e sentir o calor da torcida brasileira dia a dia. E claro, estar próximo a minha família e amigos! Quando e para qual time, ainda não sei. Ainda me vejo jogando fora do Brasil nos próximos anos! 

(S) Você já jogou futebol profissionalmente em várias regiões do planeta, como América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. Como você avalia o futebol feminino pelo mundo?

D: Sim, já atuei em clubes de países e continentes diferentes e sou muito grata por isso. Pude conhecer novas culturas e aprender estilos de jogos diferentes!
Vejo uma evolução muito grande no futebol feminino mundialmente. Mas, infelizmente, uns países são mais valorizados que outros. Mas essa é uma das nossas lutas diárias, e espero que em um futuro próximo a gente possa finalmente ter essa igualdade não só entre clubes femininos, mas sim no masculino também!


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