24/03/2023 às 16h55min - Atualizada em 26/03/2023 às 00h02min

45% dos brasileiros não acreditam que o uso do celular afeta a experiência de sono, aponta pesquisa

Mais de 40% dos entrevistados usam o celular antes de adormecer; bem abaixo da média global da pesquisa, feita em outros quatro países, onde 48% utilizam o aparelho antes de dormir

SALA DA NOTÍCIA Laís Cavassana
Uma pesquisa realizada pela Emma Colchões, marca líder mundial de sono, mostra que 45% dos brasileiros não acreditam que a utilização do telefone celular antes de dormir tenha impacto na experiência de sono. No entanto, de acordo com o levantamento, 40% das pessoas entrevistadas afirmaram utilizar o aparelho de telefone antes de adormecer, já deitado, e que esse hábito tem impacto negativo na qualidade do sono. Além disso, um quinto dos respondentes afirmam usar o smartphone entre 30 e 60 minutos antes de deitar. A pesquisa foi realizada virtualmente, entre os dias 13 e 28 de fevereiro.

Entre as pessoas que utilizam o celular após deitar-se, a 74% utilizam o WhatsApp, enquanto 70% navegam pelo Instagram. Facebook (46%) e TikTok (43%) vêm na sequência. Quando o assunto é streaming, 31% dos respondentes citaram que deitam e assistem conteúdos da Netflix, 10% do Amazon Prime e 6% do Disney+.

Os resultados mostram que este hábito, tão comum entre os brasileiros, é motivado pelas notificações dos apps, o que leva ao vício e à necessidade de obter a dopamina - substância também conhecida como um dos hormônios da felicidade que, quando liberada, provoca a sensação de prazer, satisfação e aumenta a motivação. Assim, os sintomas de abstinência podem surgir quando não utilizamos o nosso celular durante algum tempo. A pesquisa aponta que quase 30% dos entrevistados leem mensagens e notificações no smartphone quando acordam durante a noite.

Para Theresa Schnorbach, psicóloga especializada em terapia cognitiva comportamental para insônia e líder da equipe de Pesquisa do Sono na Emma - The Sleep Company, o debate sobre a utilização do celular à noite é um tema extremamente debatido entre os estudiosos. “Embora os estudos não concordem inteiramente sobre se a luz brilhante nos desperta realmente, os cientistas e os entrevistados concordam que o conteúdo que consumimos nos nossos celulares (especialmente redes sociais e serviços de mensagens) nos mantém acordados. Muitas vezes, nos impedindo de ir para a cama quando deveríamos. Isto é algo que devemos ter consciência. Colocar o celular de lado no início da noite e ler um livro, tomar um banho quente, ou fazer exercícios de relaxamento pode ajudar a ter uma melhor experiência de sono. Afinal de contas, isto não põe em risco o nosso sono. Pelo contrário, está provado que nos ajuda a dormir melhor”, explica.

Ao redor do mundo

A Emma Colchões aplicou a mesma pesquisa em outra quatro países: Austrália, Holanda, Reino Unido e Portugal. Quando o assunto é acreditar que o uso do celular não afeta a experiência do sono, o Brasil tem o menor índice, com 45%. Enquanto 51% dos entrevistados holandeses acreditam que o uso atrapalha o sono, seguido de Portugal (50%), Austrália (49%) e Reino Unido (48%).

Na hora de responder se utilizam o smartphone antes de adormecer, já deitados, o brasileiro é o que menos tem esse hábito (40%). Na Austrália, 49% dos respondentes confirmaram que utilizam o aparelho, tendo o WhatsApp (56%) e o Instagram (53%) como os apps preferidos. Já no Reino Unido, 50% das pessoas responderam que utilizam o celular ao deitarem, tendo como apps preferidos o Facebook (50%), o Instagram e o Whatsapp – ambos com 46%.

50% dos portugueses afirmaram utilizar o celular ao se deitarem e utilizam muito o Instagram (70%), seguido do Facebook (57%) e do WhatsApp (57%). Por fim, a pesquisa feita na Holanda apontou que 43% dos entrevistados deitam com o smartphone em mãos, sendo que os apps mais utilizados são: WhatsApp (56%) e Instagram (53%).
 
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