24/03/2023 às 11h10min - Atualizada em 25/03/2023 às 00h03min

Como evitar a inadimplência empresarial?

* Por Lidiane Praxedes Oliveira da Costa

SALA DA NOTÍCIA Redação

Segundo uma pesquisa do Serasa Experian, em setembro de 2022 o país bateu recorde histórico relacionado à inadimplência empresarial, isso porque, nesse período, o Brasil apontou que mais de 6 milhões de negócios estavam com o nome no “vermelho”.  Em São Paulo estava o maior número de empresas inadimplentes.

 

O mapa da inadimplência do Serasa demonstra que os números não foram nada animadores até novembro de 2022, e, após uma leve queda em dezembro do mesmo ano, dados revelam que, em janeiro de 2023, a inadimplência no país voltou a crescer.

 

Sem sombra de dúvidas, um dos calcanhares de Aquiles do empresário é a inadimplência, afinal, é doloroso prestar um serviço ou entregar um produto e não receber por isso.

 

Entretanto, nem sempre a inadimplência tem raiz em problemas financeiros. 

 

Claro que o aumento da taxa básica de juros e queda do poder aquisitivo da pessoa física contribuíram para esse cenário, mas, quando tratamos de negociações empresariais, em especial negócios B2B, muitas podem ser as causas de uma inadimplência.

 

Ignorando os reflexos da pandemia que ensejaram em grande contratação de linha de crédito pelas empresas, o que de fato comprometeu a capacidade de investimento e inovação inerentes a qualquer negócio, e, na grande maioria dos casos, contribuiu para a insolvência de muitos, temos que, obrigatoriamente, observar todo o cenário.

 

Ressalvadas as particularidades de cada caso concreto, muitas vezes a inadimplência em relações B2B se relaciona a má gestão e/ou conflito negocial. 

 

É comum que um negócio nasça pequeno, e exija de seus sócios a mão na massa em praticamente todas as suas esferas (vendas, jurídico, logística, administrativo, financeiro, relacionamento, entre outros). Esse é o caminho natural de muitos negócios, e a trilha que grandes empresas percorrem - foi o que ocorreu com nomes como Apple, Facebook e Waze, por exemplo.

 

Esse é o caminho natural da empresa, à medida que a engrenagem desempenha, o negócio escala e, espontaneamente, a equipe cresce. Consequentemente, as funções são delegadas a novos colaboradores que chegam para somar e contribuir com o sucesso da organização.

 

O fato é que as falhas na delegação contribuem imediatamente ao desperdício de dinheiro e gastos com despesas inesperadas, em especial quando nos deparamos com um crescimento rápido e muitas vezes desordenado. Aliás, mesmo quando o período de crescimento é longo, nos deparamos frequentemente com a desorganização, pois gerir de modo estruturado é um enorme desafio.

 

A má gestão, portanto, pode contribuir para o fracasso de um negócio promissor e, consequentemente, à inadimplência no mercado. 

 

Claro que o melhor cenário existente é o nascimento de um negócio com apoio especializado, já que esse tipo de prevenção vai impedir muito prejuízo, evitar muitos erros e garantir mitigação de risco e um crescimento orgânico progressivo e escalável. 

 

Porém, nem todos têm essa possibilidade, e esse não é o principal problema. O problema não é nascer pequeno, mas sim crescer e continuar pensando e agindo como pequeno.

 

À medida que o negócio encorpa, torna-se essencial o apoio especializado. Ao contrário do que se pode imaginar, não se gasta com especialistas, investe-se neles.

 

Além disso, um outro ponto que pode ser raiz de uma inadimplência na relação B2B é o conflito negocial.

 

Frequentemente, nos deparamos com problemas que poderiam ter sido evitados mediante um contrato bem elaborado, no sentido de “refletir exatamente o que foi negociado”. 

 

Ainda em 2023, muitos empresários subestimam os contratos, e os números do nosso judiciário comprovam isso. Continuamos abarrotados de processos que discutem simplesmente obrigações inadimplidas.

 

As maiores desavenças se fundam em: “não me entregou o que eu comprei”, “o serviço está em desacordo com o negociado”, “não tenho obrigação de pagar isso”, “vou abater do valor acordado os meus prejuízos”. São muitas e das mais variadas justificativas, mas todas têm algo em comum: poderiam ter sido evitadas mediante a assinatura de um contrato feito sob medida.

 

Portanto, um contrato mal redigido pode ser a raiz do problema, e mais, pode ensejar até mesmo um pagamento diverso do esperado pelo prestador de serviços e/ou fornecedor de produtos, tudo porque faltou clareza na relação comercial entabulada.

 

A inadimplência é uma realidade de mercado que todo negócio pode evitar.

 

E é imprescindível ao empresário apostar em uma assessoria empresarial, afinal, esse prestador de serviços pode contribuir para a mitigação de riscos do negócio, evitar prejuízos com gastos inesperados e ainda auxiliar na tomada de decisões assertivas. 

 

Caminhar na companhia de especialistas garante que o negócio gere mais valor e amplie a credibilidade de mercado.

 

* Lidiane Praxedes Oliveira da Costa é advogada com atuação em direito empresarial e direito imobiliário, com mais de 16 anos de experiência. Enfatiza sua atividade em estratégias de desjudicialização de conflitos, com o objetivo de prezar pela segurança jurídica nas relações empresariais, e, consequentemente, implementar soluções para otimizar o  lucro, aumentar os rendimentos e mitigar os riscos das atividades corporativas.


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