21/03/2023 às 15h59min - Atualizada em 22/03/2023 às 00h01min

Inteligência Artificial Generativa e impactos no emprego

Augusto Angelis*

SALA DA NOTÍCIA 2PRÓ Comunicação

Apesar de ser relativamente nova, a Inteligência Artificial (IA) Generativa já está em transformação. Há um avanço recente no interesse por plataformas low-code, que permitem às pessoas, mesmo sem entender de programação, criar novos aplicativos e programas. O machine learning e o code generation, que atuam de forma similar, também já possibilitam a criação de um código através apenas da conversa.

A OpenAI desperta o interesse de milhões de pessoas ao redor do mundo. A instituição sem fins lucrativos de pesquisa em IA, que oferece pesquisas e patentes de graça e tem como premissa a colaboração, permite a qualquer um, em poucos cliques e com o mínimo de informação, produzir uma grande gama de ferramentas, como criar vídeos e avatares.

A organização é a desenvolvedora do ChatGPT, lançado no final de 2022. Essa ferramenta quebrou paradigmas, com uma interface simplificada, sem depender de grandes investimentos, para a criação de conteúdo. O aprendizado melhorado ao longo dos anos atingiu a maturidade e servirá para diversas outras possibilidades. A aplicação funciona com base de conhecimento atualizada que permite decodificar palavras para oferecer respostas textuais às pessoas. Desta forma, é possível, além de responder perguntas, realizar tarefas e produzir textos.

Esse conjunto de tecnologias causará uma série de impactos no mercado de trabalho. Historicamente, a automação elimina certos empregos e cria outros. Veremos as máquinas executando diversas tarefas e, em paralelo, novas demandas do mercado para os seres humanos. O profissional do futuro (e do presente) é aquele que sabe lidar com a tecnologia, fazer análises  avançadas de dados e vigiar as atividades das máquinas. 

Veremos cada vez mais transformações na sociedade com a maior utilização da IA. No entanto, para serem sustentáveis, essas mudanças devem ser seguidas de um arcabouço das iniciativas pública e privada voltado à geração de tecnologias e, também, de uma educação mais focada nas necessidades do mercado. Um grande número de profissionais precisará se adaptar à realidade e é fundamental que o poder público preste atenção nisso, para conseguirmos nos adaptar às mudanças. 

*Augusto Angelis é Head de Marketing, Produtos e Novos Negócios da CTC, uma das 150 maiores empresas de tecnologia do Brasil.


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