13/03/2023 às 16h48min - Atualizada em 15/03/2023 às 00h01min

Todos os dias mais de 100 brasileiros são internados para tratar trombose

Especialista explica os sintomas e tratamentos indicados para combater a doença

SALA DA NOTÍCIA PAULA BATISTA
Pixabay
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta global para reduzir em 25% o número de mortes prematuras por doenças não infecciosas até 2025, entre elas, a trombose. Para isso é fundamental focar em medidas para prevenção, bem como no esclarecimento sobre suas causas e principais sintomas. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), mais de 425 mil brasileiros foram internados para tratamento de tromboses venosas entre janeiro de 2012 e maio de 2022. O cálculo aponta que, todos os dias, em média 113 pessoas são internadas para tratar o problema. A situação preocupa especialistas, que alertam para os riscos de a doença desencadear quadros clínicos ainda mais graves, como a embolia pulmonar.
            O cirurgião vascular do Pilar Hospital, em Curitiba (PR), André Amaral Dergint, explica que a trombose venosa ocorre quando há a formação de coágulos de sangue dentro das veias, principalmente nos membros inferiores, impedindo o fluxo natural do sistema cardiovascular. Essa condição pode causar manchas arroxeadas ou avermelhadas nos locais afetados, acompanhadas de sensação de desconforto, dor e inchaço.
A doença acomete principalmente as veias das pernas (trombose venosa profunda) e pulmões (embolia pulmonar). O cirurgião comenta que a trombose venosa localizada nas pernas não oferece risco de morte. Entretanto, o coágulo pode se desprender, migrar pela corrente sanguínea e se alojar nos vasos sanguíneos do pulmão – conhecido como embolia pulmonar, que apresenta risco de morte. “Esse coágulo bloqueia a artéria pulmonar, restringindo o fluxo de sangue nos pulmões. Os sintomas da embolia pulmonar são mais nítidos e o atendimento deve ser feito imediatamente: dor no peito, falta de ar, tosse repentina (com possibilidade de expectorar sangue), sudorese e tontura, entre outros”, relata.
As principais causas do problema são alterações na coagulação, imobilidade prolongada ou lesão nos vasos sanguíneos. O uso de anticoncepcionais, cigarro e histórico familiar são alguns dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de tromboses venosas. Entre os sintomas estão a dor, edema (inchaço) unilateral, vermelhidão na pele, cianose (coloração azul arroxeada), dilatação do sistema venoso superficial, aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha) e dor à palpação.
            Dr. Dergint comenta que o tratamento da trombose, geralmente, é longo, pode durar de 3 a 6 meses, inicialmente, a depender da veia acometida. O principal tratamento é feito com anticoagulantes. “Algumas pessoas, com fatores de risco de recidiva, precisam de acompanhamento e medicação por tempo indefinido, principalmente, aqueles que estão tratando ou que ainda não concluíram o tratamento de câncer, com trombose por causa desconhecida e, até mesmo, aquelas mulheres que, enquanto grávidas ou pós-gestação tiveram a doença”, completa.
            Conforme o cirurgião, outros tratamentos podem ser realizados, como o uso de trombolíticos e a colocação de filtro de veia cava. “A colocação do filtro é indicada para aqueles pacientes que não podem tomar anticoagulantes, assim, inserimos um dispositivo metálico na veia cava, que fica no abdômen. Ele ajuda a evitar que os coágulos que se formaram viagem até os pulmões formando a embolia pulmonar. Esse é um procedimento cirúrgico que pode salvar vidas”, conclui o cirurgião.
 
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