09/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 09/03/2021 às 00h00min

Com vacina russa, Biguaçu poderá imunizar 21% da população da cidade em pouco tempo

Da Redação
Dado Ruvic/Reuters/Agência Brasil
A prefeitura de Biguaçu tem um plano ambicioso para vacinar a maior parte da população em pouco espaço de tempo. Na última quinta-feira, enviou uma carta de intenções ao representante da distribuidora internacional de medicamentos TMT Globalpharm LTDA, na Bulgária para adquirir 30 mil doses da vacina russa Sputnik V, que já está autorizada para uso no Brasil e vem sem sendo aplicada em diversos países. A vacina russa também exige duas doses para a imunização. O pedido foi em regime de urgência.

Porém, a cidade precisa antes seguir o Plano Nacional de Vacinação – atualmente, as cidades não podem comprar vacinas de forma direta, mas uma proposta neste sentido vem ganhando força, após os municípios do país firmarem um consórcio para compras futuras das vacinas.

“Estamos vivendo um momento crítico da pandemia. Iniciamos em janeiro a vacinação e seguimos os critérios que são estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado, porém a quantidade de doses que temos recebido é muito baixa e isso aumenta nossa preocupação. Nossa intenção é comprar 30 mil doses e somando as doses que estamos recebendo do Governo Federal vacinar a população biguaçuense o mais rápido possível”, disse o prefeito Salmir da Silva (MDB).

Para o início das tratativas de compra do imunizante, foi solicitado à distribuidora o envio imediato da proposta comercial e condições para fornecimento da vacina.

A cidade da Grande Florianópolis tem, atualmente, 69.486 habitantes, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desde o início da campanha de vacinação, em janeiro, 2.407 pessoas já receberam a primeira dose, enquanto apenas 906 receberam a segunda.

Se conseguir o imunizante russo, poderá garantir a imunização de 15 mil pessoas apenas com essa remessa, ou cerca de 21% da população.

Neste último final de semana, Israel, no Oriente Médio, reabriu a economia do país após imunizar cerca de 50% da população. No Brasil, o ritmo da vacinação continua lento, com pouco mais de 4% da população imunizada até agora.
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