19/02/2021 às 14h10min - Atualizada em 19/02/2021 às 16h24min

Pedro Souza apresenta seu violão percussivo no single

Inspirada por sonhos e pelo samba baiano de Ederaldo Gentil, a faixa é a primeira amostra do álbum Deriva, previsto para o primeiro semestre de 2021

SALA DA NOTÍCIA Alexis Peixoto
Sandy Quintino
Samba, percussão e sonho. Esses são os três elementos que norteiam a poética de “Fevereiro”, novo single do compositor baiano Pedro Souza.  A faixa faz parte de Deriva, primeiro álbum autoral do artista, previsto para o primeiro semestre de 2021. O disco terá 7 faixas, produção de Gustavo Arruda (Plutão Já Foi Planeta) e Rodrigo Cunha, e distribuição pela Agulha Produções.
 
Samba marítimo conduzido pela veia percussiva de Pedro, “Fevereiro” nasceu de um fragmento de sonho. Curiosamente, não foi um sonho do próprio artista. “Uma pessoa próxima me contou que sonhou comigo cantando uma música que começava com a frase ‘numa manhã de fevereiro’. Depois, a pessoa acordou e não lembrava mais o resto da música. Aí, eu resolvi escrever uma letra com esse início”, revela Pedro. O clima de sonho e mar também inspirou o lyric video da faixa, que pode ser conferido no YouTube.

Outra influência para a composição de "Fevereiro" foi o trabalho do baiano Ederaldo GentilAs melodias do autor do clássico “O Ouro e a Madeira” são objetos de estudo de Pedro e acabaram encontrando lugar na faixa. Mais do que uma referência, a obra do sambista é uma espécie de vereda sonora para Pedro, cujo avô participou do Som Batuque, grupo que acompanhou Ederaldo Gentil na apresentação vencedora do Festival de Samba da Bahia de 1975.

 
“A minha escola de música sempre foi percussão. Meu avô materno fez parte do Som Batuque e me ensinou a tocar tan tan muito pequeno. A família do meu pai, que é o do Mercado Modelo, também tem uma herança forte de percussão também”, conta o artista que além do tan tan também se arriscou no berimbau antes de adotar o violão. “Hoje meu instrumento principal é o violão, mas ainda trago muita influência dos ritmos percussivos que aprendi com a minha família”.
 
Após passagens por algumas bandas de curta duração em Salvador, Pedro fez sua estreia autoral em 2020, com o EP Tanto Faz. O trabalho marcou o início da parceria com Gustavo Arruda, que participou da faixa-título.
 
Para 2021, além do lançamento de Deriva, Pedro também planeja gravar clipes e produzir novas faixas. “Quero me mostrar como artista, porque creio que a melhor forma do artista falar é por meio da própria arte. Tudo que eu penso está ali. Sou alguém muito fiel à cidade em que vive, às situações em que vive. Acredito na arte feita com verdade”, afirma.
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