30/09/2022 às 00h00min - Atualizada em 30/09/2022 às 00h00min

São José resgata a tradição do Boi de Mamão com temas contemporâneos

Secom
João Nilson Costa de 60 anos não pestaneja diante de seu propósito de reformar os personagens do Boi de Mamão, da Fundação Municipal de Cultura e Turismo. Usa das mãos para repaginar os personagens com papel machê, besuntado em cola e madeiras, sabendo que carrega a nobre missão de fortalecer a tradição no município.

Sozinho, pouco a pouco, seo João vai trazendo à tona os personagens, que aprendeu a confeccionar com um antigo mentor, Osvaldo de Melo. O artista conta que desde criança foi apaixonado pelas cantigas e ia às escondidas da mãe participar das rodas. Mais tarde, fez parte de grupos folclóricos da Grande Florianópolis. Buscou se aprofundar no tema, pesquisando fontes antigas como os escritores Doralécio Soares e Franklin Cascaes. Foi a primeira pessoa a levar a tradição para fora do país, em 1991, na Itália.

O pesquisador folclórico acredita ser importante deixar para as próximas gerações o legado cultural. E na manhã desta quinta-feira (29) teve um encontro de gerações com os alunos da Oficina de Boi de Mamão do Projeto Arte e Cultura Por Toda São José (PAC). Os alunos puderam conferir o processo de restauração e ter uma prévia do que virá no dia 6 de novembro no encerramento da oficina, com os personagens prontos.

AULAS

A professora Liniete Couto, apelidada carinhosamente de “Lelete”, conduz as aulas da oficina de Boi de Mamão do PAC. Formada em teatro e música ensina as duas turmas da oficina a preparação teatral e o processo corporal aos alunos. Ao total são duas turmas, toda a segunda-feira das 13h30min às 16h dá aula para os alunos da quinta série do Colégio Interativo e às quintas-feiras das 13:30 às 15h; 16h às 18h; 19h30 às 21h30 min dá aulas na Casa da Cultura ao público adulto.

Lelete explica que este ano o roteiro do Boi de Mamão pretende surpreender os participantes, pois irá misturar a tradicionalidade com a contemporaneidade, temas como o combate a dengue; homenagem a dona Alcina, última lavadeira da Bica da Carioca, que morreu aos 104 anos, em fevereiro deste ano, deixando 6 filhos, 19 netos, 31 bisnetos e 17 tataranetos. Além disso, a apresentação folclórica pretende homenagear a figura do oleiro, no lugar do vaqueiro.

Elisa Vaguete, de 11 anos, é uma das alunas da oficina. A adolescente comemora a participação na oficina e comenta ter um um personagem em especial. “Estou gostando muito dos teatros, ver as fantasias e as danças. De todos os personagens, o preferido é a Maricota, porque ela chama a atenção, se movimenta bastante, é divertido. Mal posso esperar pela apresentação do dia 6 de novembro,” afirma Elisa.

As oficinas do PAC movimentaram não só o Centro Histórico de São José, mas também promoveram a descentralização da cultura para os bairros de São José, como objetivo central. Por meio da dança, teatro, poesia, etc. Para fechar com chave de ouro as atividades está previsto o encerramento no mês de novembro, com uma programação especial.

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Manezinho News Publicidade 1200x90
Contato pelo whatsapp...
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp