03/10/2020 às 07h29min - Atualizada em 03/10/2020 às 07h29min

Federação Catarinense aposta em detector facial para inibir violência nos estádios

Da Redação
Divulgação
A Federação Catarinense de Futebol aposta em equipamentos de identificação facial para tentar contar a violência dos torcedores nos estádios do estado. O estopim foi a invasão do Orlando Scarpelli, em agosto, quando membros de torcida organizada do Figueirense ameaçaram jogadores e agrediram até alguns funcionários do clube.

Durante esta última semana, na quinta-feira, o presidente da FCF, Rubens Angelotti, organizou uma reunião no próprio estádio entre dirigentes da Federação Catarinense de Futebol, Figueirense Futebol Clube, Ministério Público, Polícia Militar e Polícia Civil de Santa Catarina, com técnicos representantes da empresa Intelbras, que será a responsável por implantar a tecnologia.


"A certeza de que aqueles invasores são assíduos frequentadores dos estádios, ampliou a preocupação da FCF no sentido de buscar medidas mais eficientes para coibir a repetição dos fatos. Ciente de que o futebol precisa voltar aos seus momentos de paz total, que amplia a sua evolução e oferecer segurança absoluta para quem nele atua dentro e fora dos gramados e, especialmente nos estádios, com um acesso seguro e uma permanência tranquila, o presidente Rubens Angelotti encabeçou o movimento para diminuir a distância entre o desejo e a realidade", disse o presidente.

Tecnologia

A proposta consiste na colocação em todos os locais de acesso, de equipamentos para identificação facial dos torcedores. Na demonstração realizada na reunião, os técnicos da empresa comprovaram que o equipamento é capaz de identificar um torcedor, cujo acesso não deveria ser permitido, num espaço de tempo inferior a um segundo.


O detector inteligente não só faz o reconhecimento facial como a verificação imediata de falha no sistema de segurança sanitária e a aferição da temperatura corporal das pessoas. Se interligado ao sistema estadual de segurança da Polícia Militar, exerce ainda uma importante função na identificação de pessoas que constem na lista de impedidos de acesso ou com passagens policiais devidamente registradas.


“Será um grande avanço e uma ação pioneira do futebol brasileiro para a tão almejada paz nos estádios” disse o presidente da FCF, Rubens Angelotti, que vem acompanhando as experiências da Intelbras e disposto a propor a aplicação do sistema em alguns jogos testes já no Campeonato Brasileiro da Série B.
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