27/01/2021 às 08h46min - Atualizada em 27/01/2021 às 08h46min

​Com dívidas de R$ 165 milhões, Figueirense vive maior desafio em sua história centenária

Marcos Eduardo Carvalho
Patrick Floriani/FFC
O triunfo do Vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-SP na noite de terça-feira consumou o rebaixamento do Figueirense para a Série C do Campeonato Brasileiro. E, justamente, no ano do Centenário do clube catarinense.

Antes da partida, na parte da tarde, o presidente do clube já havia dado uma entrevista coletiva onde destacou as dificuldades financeiras do clube, agravadas pela pandemia do novo coronavírus, que minguou as receitas do Figueira.

“São R$ 165 milhões de dívida e também com um processo financeiro extremamente frágil e delicado. Não sabíamos após a nossa posse que, exatamente 13 dias depois, teríamos uma pandemia que até hoje persiste. A pandemia aniquilou receitas do clube e de vários setores. A economia ficou fragilizada. O Figueira já vinha em uma situação dramática”, disse Norton Boppré.

O clube catarinense, que não disputava a Série C desde 1999, quando o Campeonato Brasileiro ainda tinha outro formato, agora terá queda ainda maior nas receitas em 2021.

Com apenas 39 pontos, o Figueirense se despede melancolicamente do campeonato na sexta-feira, quando recebe a Ponte Preta, no estádio Orlando Scarpelli, às 21h30, pela última rodada.

DIFICULDADES.

Os problemas do Figueirense se acentuam desde 2019. A crise financeira naquele ano fez com que o clube catarinense perdesse uma partida por W.O., após os jogadores se recusarem a entrar em campo por conta dos salários atrasados. Com uma campanha sofrível, ainda conseguiu escapar do rebaixamento. Em 2018, já havia tido dificuldades para se manter na Série B.

E, em 2020, com pouco dinheiro e com um elenco limitado, teve três técnico na Série B. Começou com Márcio Coelho, que foi demitido; depois veio Elano, que ficou dois meses no cargo, também foi demitido e deixou o time na zona de rebaixamento. Em outubro, Jorginho chegou e não conseguiu salvar o time.

Ainda em agosto, a torcida invadiu um treino do time, agrediu jogadores e chegou a ferir funcionários do clube. Até rojões foram atirados nos atletas.

Depois, já com uma campanha sofrível, o clube sofreu com um surto de Covid-19, que deixou o Figueirense bastante desfalcado em algumas partidas, comprometendo ainda mais a campanha.

Nem mesmo a contratação de jogadores experientes, como o atacante Alecsandro, foi capaz de reverter a situação.
Agora, resta juntar os cacos e iniciar a preparação para o Campeonato Catarinense, que começa no dia 24 de fevereiro. E, depois, focar na Série C do Brasileirão no segundo semestre.
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