27/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 27/01/2021 às 00h00min

​Cluster naval pode ser opção para crescimento econômico em SC

Da Redação
Filipe Scotti/Fiesc
Os negócios voltados à economia marítima respondem por 18,9% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Em Santa Catarina, onde existe uma forte atividade ligada ao mar, já se debate a estruturação de um cluster tecnológico naval para os próximos anos, especialmente com a execução de projetos de fragatas em Itajaí.

O assunto foi alvo de discussão na última semana em reunião entre membros da Fiesc (Federação das Indústrias), a Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) e a Secretaria-executiva de Assuntos Internacionais do Governo de Santa Catarina.

O capitão de mar e guerra, André Gabriel Sochaczewski, gerente da unidade de negócios de logística da Emgepron, apresentou o modelo de cluster instalado no Rio de Janeiro. “Santa Catarina está mais próxima de se tornar um cluster com potencial de negócios muito forte”, disse.

Ainda na apresentação, ele destacou que o valor agregado da economia do mar no mundo, no período de 2010 a 2030, será de US$ 3 trilhões, cerca de 6% da economia global. Além disso, há uma estimativa que o tráfego marítimo de cargas vai triplicar até 2050 e 90% do comércio exterior global ocorre pelo mar.

O diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates, destacou que o Brasil encontra-se numa situação de competitividade empresarial e desenvolvimento econômico delicada. “O nível de industrialização do país está na faixa de 18% enquanto na Alemanha esse percentual é de 33% e na China é de 48%. A temática da industrialização é fundamental e é um desafio que não vai mudar no curto prazo. A temática de clusters, ecossistemas de inovação e desenvolvimento é o caminho para desenvolver negócios”, declarou.

A secretária de Assuntos Internacionais, Daniella Abreu, destacou o interesse na expansão do segmento da economia do mar. “Temos que explorar muito mais e estamos à disposição para articular. Para nós, é mais um universo em que temos que cooperar, incentivar e ajudar a iniciativa privada a se desenvolver”, afirmou.
 
Por meio da Comdefesa (Comitê da Indústria de Defesa), a Fiesc tenta fazer a aproximação entre a indústria e as demandas das Forças Armadas. Nos dias 2 e 3 de setembro, a Federação promove a 2ª edição da SC Expo Defense, feira de tecnologia e produtos de defesa, realizada na Base Aérea de Florianópolis.
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