09/05/2022 às 18h16min - Atualizada em 11/05/2022 às 00h01min

Exame mapeia as bactérias que vivem no seu intestino e influem na saúde

Biomédica explica sobre como funciona o sequenciamento e, partir daí especialistas propõe ajustes na dieta, no estilo de vida e até no tratamento de doenças

SALA DA NOTÍCIA Danielle Rangel Campos Salgado
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Daniel Castelo Branco
Que a flora intestinal ajuda a ditar o bem-estar do organismo todo não é novidade. Mas e se o paciente que sofre de Disbiose Intestinal pudesse descobrir o perfil de bactérias que vivem ali para estabelecer condutas em prol da saúde através de um exame? É isso que o exame ‘Pesquisa de Microbioma’ faz!
Segundo Bárbara Pereira, biomédica responsável pelo setor de análises clínicas do Lach, laboratório e clínica, o exame ‘Pesquisa de Microbioma’ mapeia as bactérias que vivem no seu intestino e influem na saúde e é indicado para pessoas que estão apresentando sintomas repetidas vezes. “O resultado do mapeamento ajuda a guiar os profissionais de saúde nas recomendações para prevenir ou controlar problemas que tenham ligação com a flora como Disbiose Intestinal, Alergias e intolerâncias, Doença de Crohn, entre outras, ”, explica.
O passo a passo do exame não é complexo. Após a higiene íntima, colhe-se a amostra de fezes por swab (basta um grão de feijão) e colocar a haste em um tubinho. Por segurança, repete-se o procedimento para o segundo tubo. O material é enviado para o laboratório, que fará o rastreio da microbiota utilizando técnicas de sequenciamento e espectrofotometria. O resultado pode demorar até 45 dias para ser liberado, podendo sair antes.
“Para pacientes em tratamento, é aconselhada a repetição do teste a cada 6 meses, pois a nossa flora está intimamente ligada à nossa alimentação e também sofre interferência com várias medicações”, enfatiza a biomédica Bárbara Pereira.
Ela ainda ressalta que um teste complementar a esse e muito utilizado em conjunto é o rastreio da intolerância alimentar. O exame detecta alimentos e substâncias como corantes e conservantes que podem estar fazendo mal à saúde intestinal. Conhecer essa informação pode ajudar, por exemplo, no tratamento da Disbiose Intestinal - um desequilíbrio na microbiota intestinal, que pode causar inflamação e levar à diminuição da capacidade do intestino em absorver nutrientes, podendo resultar em deficiências nutricionais, por exemplo.
A principal causa da disbiose é a alimentação rica em proteína, gordura ou baixa em fibras, mas pode também ser consequência do uso de alguns medicamentos, ingestão excessiva de bebida alcoólica ou estresse.
Em alguns casos, a alteração da flora intestinal pode causar sintomas como oscilação de humor, náuseas, gases, vômitos, azia, diarreia ou prisão de ventre e, quando ocorre por muito tempo e não é tratada, pode piorar e aumentar o risco da pessoa desenvolver intolerância à lactose, doença celíaca ou síndrome do intestino irritável.
Taissa Müller, nutricionista da clínica Lach, no Jardim Botânico, explica que em caso de suspeita de disbiose, é importante marcar uma consulta com urgência para que seja feita uma avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e, se necessário, exames para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.
“Quando atendo pacientes que se queixam de sintomas de dor de cabeça frequente, candidíase de repetição, cansaço, náuseas, vômitos, entre outros desconfortos, costumo pedir o exame Pesquisa de Microbioma”, destaca a nutricionista.
Abaixo a nutricionista Taissa Müller destaca 5 dicas de mudança dos hábitos alimentares como:
1 - Priorizar os alimentos ricos em gordura insaturada, como azeite de oliva, abacate e amêndoa, pois promovem o aumento de bactérias benéficas no intestino, melhorando os sintomas da disbiose;
2 - Ter uma dieta rica em prebióticos, um tipo de fibra presente em alguns alimentos como a aveia, alho, biomassa de banana verde, mel e batata yacon, pois são fundamentais para recuperar a flora intestinal, uma vez que são os nutrientes essenciais das bactérias boas do intestino;
3 - Comer alimentos ricos em fibras como, feijões, frutas com casca e vegetais frescos diariamente é fundamental, pois aumentam a variedade das bactérias benéficas no intestino, melhorando também a absorção e produção de vitaminas e minerais pelo intestino;
4 - Consumir alimentos ricos em probióticos, que são as bactérias boas para o intestino, como iogurte, kefir e kombucha, promovendo o equilíbrio da flora intestinal, melhorando a disbiose. Veja os 6 alimentos probióticos que fazem bem à saúde.
5 - É importante também evitar alimentos com lactose, como os leites e iogurtes, alimentos com carboidratos simples, como açúcar refinado, sorvetes, e chocolates, assim como o consumo excessivo de carboidratos como pães, massas, doces e geleias. Estes tipos de alimentos causam o aumento da fermentação, da produção de gases no intestino e diarreia, prejudicando a flora intestinal e piorando a disbiose.
Para o tratamento da disbiose, além de mudanças no hábito alimentar, a prática regular de atividade física, orientada por um profissional, também é muito importante.
 
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