10/05/2022 às 09h40min - Atualizada em 11/05/2022 às 00h01min

Uso de agrotóxico amplia riscos de câncer, alerta oncologista

O médico Ramon de Mello ressalta que o produto pode provocar tumores oncológicos na mama, entre outros órgãos

SALA DA NOTÍCIA Emilly Santos
Divulgação
O Brasil continua usando um agrotóxico banido de países da Europa e também dos Estados Unidos. Mesmo em pequenas quantidades, o produto pode causar danos na saúde como câncer e malformações de fetos. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) adiou recentemente a decisão de banir ou liberar o uso do carbendazim nas plantações brasileiras.
 
“Os alimentos com agrotóxicos trazem grandes males para a saúde. Esses produtos aceleram as mutações nas células cancerígenas, originando neoplasias como câncer de mama, testículos e fígado”, alerta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e PhD em oncologia pela Universidade do Porto, Portugal. Para as gestantes, o produto pode ainda levar ao diagnóstico de leucemia e linfoma.
 
Mas os pesticidas não trazem perigos apenas para os trabalhadores das lavouras ou pelo consumo de produtos in natura. Pelo processo de bioacumulação, podem ser presentes em produtos como pães e biscoitos processados pela indústria. “Ou ampliamos o debate sobre o uso desses produtos, ou teremos um crescimento acelerado de diagnóstico de câncer nas próximas décadas”, sentencia o médico. 
 
O oncologista afirma que estudos internacionais com 3.800 amostras de soro de pacientes, de 35 países, concluíram que os agrotóxicos aumentaram as taxas de mortalidade associadas ao câncer de pulmão e de cólon em populações distintas. “Estamos avançando na busca de novas terapias contra o câncer, mas, ao mesmo tempo, ampliamos o uso de pesticidas que estão, comprovadamente, aumentando os riscos de tumores oncológicos”, ressalta Mello.
 
Os agrotóxicos respondem ainda por mais de 70 mil intoxicações agudas e crônicas todos os anos, segundo um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho). “No Brasil, nas regiões de uso intensivo desses produtos, pesquisas apontam o aumento de casos de câncer de mama, como em Mato Grosso”, exemplifica o oncologista.
 
Sobre Ramon Andrade de Mello
Pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra), Ramon Andrade de Mello tem doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).
 
O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é Coordenador Nacional de Oncologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, membro da Royal Society of Medicine, London, UK, do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO). 
 
Dr. Ramon de Mello é oncologista do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e do Centro de Diagnóstico da Unimed, em Bauru, SP.
 
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