29/04/2022 às 20h29min - Atualizada em 30/04/2022 às 08h48min

Servidores do BC retomam greve a partir de terça-feira

Categoria havia suspendido a greve no dia 19 de abril e servidores advertiram que voltariam a paralisar as atividades se não houvesse avanço nas negociações.

SALA DA NOTÍCIA Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-04/servidores-do-bc-retomam-greve-partir-de-terca-feira

Dez dias após suspenderem a greve, os servidores do Banco Central (BC) retomarão o movimento por tempo indeterminado a partir de terça-feira (3). Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), a decisão foi aprovada em assembleia deliberativa.



Em 19 de abril, a categoria havia suspendido a greve. Na ocasião, os servidores advertiram que cruzariam os braços novamente caso não houvesse avanço nas negociações. Mesmo com a greve suspensa, os funcionários continuaram a trabalhar em esquema de operação-padrão e a fazer paralisações diárias, das 14h às 18h.



Nos últimos dias, a apresentação de relatórios e estatísticas atrasadas foi retomada, como o boletim Focus (pesquisa semanal com instituições financeiras), o Relatório de Poupança e o fluxo cambial. Nesta semana, o BC havia divulgado os relatórios de crédito (que revela os juros médios das operações de crédito) e do setor externo (balanço das transações do Brasil com o exterior) relativos a fevereiro, mas as estatísticas de março estão atrasadas.



No entanto, o desenvolvimento de projetos da agenda de modernização financeira continuou suspenso. O início da segunda fase de consultas e de saques de valores esquecidos, que ocorreria na segunda-feira (2), foi adiado sem ter uma data determinada para a sua implementação.



Reivindicações



Os servidores do Banco Central reivindicam reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chega a 27%. Eles também pedem a mudança da nomenclatura de analista para auditor e a exigência de nível superior para ingresso dos técnicos do BC.



Desde o início do ano, os funcionários do BC, assim como de outros órgãos federais, trabalham em esquema de operação-padrão porque o Orçamento de 2022 destinou R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança. Em 1º de abril, a categoria decidiu entrar em greve .




Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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