29/04/2022 às 15h01min - Atualizada em 29/04/2022 às 20h40min

Estudo da CAPESESP vencedor do Prêmio Saúde 2021 é apresentado no 13º Seminário UNIDAS

Pesquisa mostrou que a autoavaliação da saúde demonstra ser um bom preditor de mortalidade em uma população, auxiliando na gestão assistencial

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O estudo intitulado “Autopercepção de saúde como preditor de mortalidade: estudo retrospectivo em uma corte de beneficiários do Plano de Saúde” realizada pela CAPESESP (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde), de autoria dos médicos João Paulo dos Reis Neto, diretor-presidente da CAPESESP (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde) e Juliana Martinho Busch, diretora de Previdência e Assistência da instituição, foi apresentada durante o 13º Seminário UNIDAS. Os dados da publicação - vencedora do Prêmio Saúde UNIDAS 2021, mostraram o impacto da percepção dos pacientes sobre seu estado de saúde nos desfechos clínicos.
O estudo constatou que pacientes que achavam sua saúde ruim tiveram o risco de morte subsequente aumentado em 1,9 vezes em relação ao grupo que via sua saúde como boa. "A autopercepção de saúde é uma medida de desfecho comumente usada em estudos de epidemiologia social. Embora passível de sofrer influências multifatoriais, como as socioeconômicas, intelectuais e comorbidades associadas, neste estudo, o risco de morte foi maior no grupo que percebeu sua saúde como ruim, sugerindo que escores mais baixos de autopercepção podem ajudar a identificar indivíduos em risco, explica Reis Neto.
“A CAPESESP, durante a realização de um inquérito epidemiológico em 2017, incluiu uma pergunta visando saber como o beneficiário do plano de saúde avaliava a sua saúde naquele momento. A partir dos resultados, realizamos uma série de cruzamento de dados com outros indicadores sociais, demográficos e de saúde. Apenas com essa pergunta o gestor pode desenvolver uma série de linhas de cuidados e ações em saúde”, explicou Juliana Busch, coautora da pesquisa.
Dentre os principais resultados, a idade avançada foi a que mais contribuiu para uma avaliação negativa do estado de saúde. Homens, pessoas que não são casadas ou possuem união estável, pessoas com baixa renda e menor escolaridade também tenderam a avaliar negativamente sua saúde. Além disso, portadores de doenças crônicas as chances de autoavaliar a saúde como ruim extrapolou em quase quatro vezes que pessoas sem essa condição.

Prêmio Saúde UNIDAS
A CAPESESP foi vencedora do Prêmio Saúde UNIDAS 2021 na categoria melhores trabalhos de filiadas. Para o presidente da UNIDAS, Anderson Mendes, a premiação é um reconhecimento à pesquisa científica e ao desenvolvimento do setor. “Precisamos premiar os excelentes trabalhos feitos dentro das autogestões e da saúde suplementar como um todo. A ciência deve pautar as decisões dos gestores de saúde e o Prêmio Saúde UNIDAS é um estímulo para esta mentalidade de gestão”, disse.

Sobre a CAPESESP
A CAPESESP (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde) foi fundada em 1958 e está entre as 60 operadoras no ranking de maior movimentação financeira assistencial no mercado de Saúde Suplementar.
Com sede no Rio de Janeiro, a Entidade oferece benefícios assistenciais, como o plano de saúde na modalidade de autogestão, sendo responsável por milhares de vidas em 600 municípios, e previdência complementar.
Além da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a Capesesp também atende, via convênio, os servidores do Ministério da Saúde (MS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), além de seus mais de 300 funcionários.

 

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