28/04/2022 às 10h18min - Atualizada em 29/04/2022 às 00h01min

Medicina de família tem papel fundamental para estimular vacinação contra gripe e sarampo

Fabiano Guimarães, médico da SBMFC, ressalta que vacina "deve ser um pacto coletivo" em nome da sociedade saudável

SALA DA NOTÍCIA Grasiela Caldeira
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As vacinas contra a gripe e o sarampo, além de protegerem contra infecção, ainda contribuem para diminuir a circulação dos vírus causadores de ambas. Desse modo, vacinar-se (não só contra essas doenças, mas também contra aquelas para as quais há vacina) “deve ser um pacto coletivo e de extrema importância", reforça Fabiano Guimarães, diretor de pós-graduação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). 
Ele reforça a importância das campanhas de vacinação contra gripe e sarampo que estão em curso no país. Na primeira fase – que ocorre até o dia 30 deste mês –, os públicos-alvo na vacinação contra o sarampo serão trabalhadores de saúde e crianças de seis meses a menores de cinco anos. No caso da gripe, além destes, estarão as pessoas com 60 anos ou mais. A segunda fase (entre 2 de maio e 3 de junho) vai incluir mais 14 grupos – como gestantes e professores, pessoas com comorbidade e com deficiência permanente. 
“A queda das taxas vacinais tem diminuído a proteção coletiva, o que favorece o ressurgimento de doenças. No caso do sarampo, trata-se de uma doença infecciosa grave e altamente transmissível, que pode levar mais internações e óbitos", ressalta Guimarães.
A queda no comparecimento à vacinação para essas duas doenças, explica o médico, reflete o próprio sucesso das campanhas: “Por não observarem muitos casos, as pessoas acham que essas doenças estão completamente extintas e que, portanto, não é preciso se vacinar”. Além disso, ele afirma que há o efeito da influência de movimentos antivacina e da diminuição pela procura nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e por serviços de prevenção e promoção à saúde em razão da pandemia.
“Em relação à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é fundamental que toda a população-alvo tome as doses de reforço para que se atinja a imunidade coletiva”, diz o médico. 
Informações à imprensa 
Grasiela Caldeira | (11) 99147.1401 | grasiela.caldeira@gbr.com.br
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