11/01/2021 às 11h09min - Atualizada em 11/01/2021 às 11h53min

Nilson Chaves canta Belém em duas músicas inéditas

Para homenagear a cidade, que faz 405 anos em janeiro, cantor e compositor lança dois singles simultâneos, com visões diferentes sobre a capital dos paraenses

DINO
http://www.nilsonchaves.com.br


Tradução e tradição. Duas palavras resumem o que é Nilson Chaves em relação ao Pará. Com uma extensa carreira, o cantor e compositor decanta e decompõe cada aspecto do que é a vida da Amazônia, das profundezas das matas ao cotidiano que pulsa nas ruas e avenidas das cidades. E Belém sempre teve um lugar especial em seu cancioneiro. Isto fica ainda mais evidente com os dois singles que serão lançados de modo simultâneo, para homenagear a capital em seu aniversário de 405 anos. Das Mangueiras e Bela Belém trazem duas visões complementares sobre a cidade, duas ideias que mostram a inquietude na produção artística do compositor.

"As músicas nasceram recentemente, em 2020, graças à parceria com dois compositores de fora: Sonekka, de São Paulo, e Zé Edu Camargo, de Minas Gerais. Eles trouxeram uma nova abordagem em relação à vida em Belém", diz o compositor paraense. "Cantar a minha cidade, este chão, as nossas águas passando, a nossa gente, é algo que sempre me move e me inspira. Acho que as duas canções traduzem bem, cada uma a seu modo, a Belém cheia de vida, de mistérios e singularidades", completa.

Das Mangueiras, single em parceria com o compositor paulista Sonekka, traz uma visão da Belém cosmopolita, mas ciente de suas raízes, na visão de alguém que a visita pela primeira vez. "Belém vive no imaginário dos brasileiros, mas nada se compara à avassaladora experiência de vivenciar a cidade pela primeira vez. É tudo tão vívido, tudo tão intenso e, ao mesmo tempo, tudo tão sólido. A letra traduz este sentimento que mistura espanto e encanto", diz Sonekka. "E acho que o Nilson explorou muito bem isso, com uma melodia moderna e uma levada arrebatadora, que tem um pé na tradição sem deixar de ser ousada", completa o compositor.

Já a mais lírica Bela, Belém se concentra na vivência, com o ponto de vista de alguém que refaz a cidade na memória por meio da sua falta e da distância. A melodia, delicada, brinca com as aliterações, dando cor às cenas que se sucedem na letra. "É uma canção de amor à cidade, que se revela aos poucos, em retratos no tempo e no espaço. Acho que muitos paraenses que hoje vivem fora, em outros estados ou mesmo no exterior, irão se identificar. Mas quem mora aqui também verá seu rosto refletido, tenho certeza", diz Nilson Chaves.

Os dois singles serão lançados simultaneamente no dia do aniversário da cidade, em 12 de janeiro. Poderão ser ouvidos em plataformas de streaming, como Spotify e Deezer, ou no site www.nilsonchaves.com.br. Nilson Chaves ainda se recupera de uma internação devido à Covid-19, mas espera em breve voltar aos shows. E não há melhor maneira de voltar do que cantando o seu chão, a sua cidade.

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