26/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 26/12/2020 às 00h00min

E-SUS, projetado pela UFSC, leva tecnologia de ponta a pacientes

Da Redação
Divulgação
Uma plataforma com tecnologia de ponta e atualizada para oferecer um atendimento mais humanizado, ágil e eficiente ao paciente do SUS (Sistema Único de Saúde). Esse é objetivo do e-SUS APS (Atenção Primária em Saúde), um projeto desenvolvido pelo Laboratório Bridge, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em parceria com o Ministério da Saúde e sob gestão da Fapeu (Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária). “O e-SUS APS é um projeto dinâmico e exige agilidade na sua execução, o que pede um fluxo administrativo rápido e constante.

“Para o sucesso do projeto é fundamental que a fundação de apoio seja eficiente e atuante para garantir a sustentação necessária para as atividades técnicas serem conduzidas conforme o planejamento”, explica o professor Raul Sidnei Wazlawick, coordenador-geral do trabalho.

“É importante destacar que essa sinergia tem gerado credibilidade junto ao Ministério da Saúde, pois desde 2013 todos os produtos previstos foram entregues e homologados de acordo com o programado”, acrescenta o professor sobre a atuação da Fapeu.

O e-SUS APS, antes conhecido como e-SUS Atenção Básica (AB), foi iniciado em maio de 2011 com estudos e pesquisas no Ministério da Saúde, porém foi no primeiro semestre de 2013 que começou a ser desenvolvido.
 
Hoje, o modelo de informatização desenvolvido pelo Laboratório Bridge é adotado por todos os municípios do país e seu principal produto, o Prontuário Eletrônico do Cidadão, é utilizado por mais de 3 mil cidades – de um total de cerca de 5.570 no país. Sua base de dados nacional já acumula mais de 3 bilhões de registros clínicos referentes a atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e mais de 100 milhões de brasileiros já possuem um prontuário eletrônico.
 
Executado sob coordenação da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, o e-SUS APS é uma estratégia do Ministério da Saúde que visa reestruturar e informatizar a nível nacional as informações da Atenção Primária.
“Esta estratégia aposta na informatização dos processos nas UBSs em busca de um SUS eletrônico porque entende que a qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população”, explica Célio Luiz Cunha, gerente de Negócios e Projetos do Laboratório Bridge.

CORONAVÍRUS.
 
Sob orientação de professores dos Centros Tecnológico (CTC) e de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC, o Laboratório Bridge, vinculado ao CTC, é responsável há sete anos pelo desenvolvimento e manutenção desse sistema de informações em saúde que conta com os softwares Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), Coleta de Dados Simplificada (CDS), Centralizador Nacional (CN) e os aplicativos para dispositivos móveis Atenção Domiciliar, Território e Atividade Coletiva. Entre professores, bolsistas de diversos cursos da UFSC e especialistas, são mais de 120 colaboradores envolvidos no Laboratório Bridge.

A arquitetura do projeto prevê a possibilidade de implantação em vários cenários de informatização, o que permite a ele ser adotado por cidades de diferentes portes. Antes do e-SUS APS, somente grandes municípios com recursos financeiros disponíveis tinham condições de manter sistemas privados, enquanto os demais, aproximadamente 80%, ainda viviam na era das fichas de papel, lembra Jades Fernando Hammes, gerente-geral do laboratório.

“Atualmente, muitos desses grandes municípios já abandonaram seus sistemas privados, economizando recursos públicos, e já usam os produtos e-SUS APS, como é o caso do Rio de Janeiro, município que historicamente mais envia dados para a plataforma nacional”, relata Jades Hammes. “Com o e-SUS APS, o profissional de saúde passou a ter mais tempo para o atendimento, não sendo mais necessário, por exemplo, perder tempo de consulta com o preenchimento de formulários para os diversos sistemas de saúde”, compara Hammes.

O programa hoje está na quarta etapa. “Como se trata de um projeto de tecnologia sem previsão de conclusão, entende-se que o mais adequado é dividir por etapas de dois ou três anos para que se possa prever produtos conforme a evolução tecnológica, bem como as alterações nos processos de gestão em saúde e protocolos divulgados pelo Ministério da Saúde”, explica Célio Cunha, gerente de Negócios e Projetos do Bridge.

Neste ano, com a pandemia da Covid-19, o projeto passou por um novo desafio, com os sistemas de informação dos produtos sendo adaptados para registrar as informações coletadas pelos profissionais de saúde nas UBSs e atualizados com os novos protocolos do Ministério da Saúde. E foi aprovado. “O e-SUS APS é e ainda será um grande projeto de informação em saúde por muito tempo”, projeta o professor Raul Wazlawick, coordenador-geral do projeto.
 
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