23/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 23/12/2020 às 00h00min

​Transmissão da Covid-19 está fora de controle em Santa Catarina, diz estudo da UFSC

Da Redação
Mauricio Vieira/Secom
A transmissão da Covid-19 continua sem controle no estado de Santa Catarina. É o que mostra o Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense), na publicação da 33ª edição de seu boletim, com o artigo que trata do tema no título. O núcleo é ligado à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

De acordo com documento, “o conjunto dessas informações revela a gravidade da situação atual da pandemia no estado, a qual não pode ser interpretada apenas por meio de um único indicador, como tem sido a tônica recorrente de algumas autoridades governamentais catarinenses, as quais se apegam ao fato de SC apresentar a menor taxa de letalidade do país (consequência) para justificar certas inoperâncias no controle da pandemia, bem como a adoção de medidas preventivas que caminham no sentido indicado pela ciência”.

E continua: “Contra esse tipo de argumento governamental, mostramos no boletim anterior que o indicador da causa está elevadíssimo, ou seja, Santa Catarina ocupa o terceiro lugar dentre os estados com maior número de casos a cada 100 mil habitantes. Isso significa que o estado continua mantendo uma das maiores taxas de contaminação do país”

O Necat é coordenado pelo professor Lauro Mattei, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e Programa de Pós-Graduação em Administração da instituição.

BALANÇO.

O número de casos oficiais saltou de 416.752, em 10 de dezembro, para 448.162, em 17 de dezembro, representando um crescimento percentual de 7,5% na semana considerada. Em termos absolutos, significou a contaminação de mais 31.410 pessoas em apenas uma semana.

De acordo com o levantamento, do ponto de vista do movimento dinâmico da doença, nota-se que o contágio se iniciou pelas grandes cidades do estado e se expandiu, posteriormente, para as cidades polos regionais.

"Finalmente, ao longo de todo o mês de novembro, verificou-se aumento expressivo da velocidade de contágio, sendo que na última semana do referido mês praticamente a cada dia ocorriam 10 mil novos registros oficiais da doença. Tal cenário se manteve praticamente inalterado na primeira quinzena de dezembro", diz o levantamento.

"Isso significa a existência do maior surto da doença no estado desde os primeiros registros ainda no mês de março, sendo que ocorreu uma forte inversão do comportamento desse indicador ao longo do mês de setembro, o qual dava mostras de que o ritmo de contágio da doença tinha entrado em um processo de desaceleração, fato que não se comprovou nos meses seguintes", diz a pesquisa.
 
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