25/01/2022 às 07h34min - Atualizada em 25/01/2022 às 12h25min

São Paulo inicia comemorações da Semana de Arte Moderna de 22

Segundo a secretária de Cultura de São Paulo, Aline Torres, em 1922, quem apresentou o modernismo foi a classe intelectual. \"Hoje é a periferia pujante\".

SALA DA NOTÍCIA Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-01/sao-paulo-inicia-comemoracoes-da-semana-de-arte-moderna-de-22

A cidade de São Paulo escolheu o dia de hoje (25), em que faz 468 anos, para lançar programação comemorativa de um dos eventos mais representativos da capital: a Semana de Arte Moderna de 1922 – que completa o primeiro centenário no dia 13 de fevereiro.



Cem anos depois, no entanto, no lugar dos intelectuais que protagonizaram o movimento no Theatro Municipal, São Paulo abre espaço para mostrar a periferia como realizadora do "novo modernismo".



“Em 1922, quem apresentou o modernismo foi a classe intelectual. Hoje, 100 anos depois de os modernistas reivindicarem arte verdadeiramente nossa, quem apresenta o modernismo é a periferia pujante. Não precisa ser da academia para desenvolver cultura. A cultura da periferia exala nos poros, e não só nos livros”, destaca a secretária de Cultura de São Paulo,  Aline Torres.



“Esses grandes pensadores tinham poder e dominação da fala, em 1922. Era a elite paulistana, elite brasileira, elite cultural. Hoje, quando você pára para olhar, tem a Linn da Quebrada, tem uma Gloria Groove e outros artistas vindos da periferia que estão fazendo inovação cultural”, acrescenta Aline.



Theatro Municipal



Palco da Semana de Arte Moderna de 1922, o tradicional Theatro Municipal de São Paulo estará presente nas festividades do centenário, mas, desta vez, vai dividir as atenções com outros palcos espalhados pela periferia da cidade. Segundo a secretária, a intenção é fazer o público do centro conhecer os artistas das regiões mais afastadas, e vice-versa. 



“A ideia é trazer artistas da periferia para tocar nos palcos centrais, e levar os artistas que costumam tocar nesses palcos para os da periferia. É fazer essa troca e, assim, promover de verdade, a formação de público, o fomento cultural, esse intercâmbio de cultura. A gente vai ter muita programação incrível no Theatro, mas, ao mesmo tempo, atividades mostrando o modernismo da Brasilândia [bairro da zona norte da cidade]”, acrescenta Aline



Ela destaca que a intenção de aproximação não vai ser somente geográfica, mas também de linguagem. “Quando você fala com um adolescente de ensino médio, principalmente na escola pública, ‘você sabe o que é a semana do modernismo?’, ele vai falar não, isso não é para mim, não sei o que é isso”.



“E é justamente o contrário que a gente quer, aproximar o modernismo falando linguagem da juventude, linguagem da periferia, e mostrando que ele também faz parte desse novo modernismo”.



Parte da programação dos 100 anos da Semana de Arte Moderna já está disponível e pode ser vista aqui (http://22mais100.prefeitura.sp.gov.br).




Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Link
Notícias Relacionadas
Comentários »
Contato pelo whatsapp...
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp