08/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 08/12/2020 às 00h00min

Rã-Manezinho vira espécie símbolo de Florianópolis

Da Redação
Divulgação
Conhecida por muitas belezas naturais, Florianópolis possui vasta fauna e flora. Entre tantas espécies diferentes, três são consideradas símbolos da Capital, o Garapuvu, o martim-pescador-verde e a orquídea lélia púrpura. Mas além da árvore, da ave e da flor reconhecidas como de interesse especial, a Câmara de Florianópolis votou e aprovou a inclusão da rã-manezinho como mais um símbolo da Capital. A espécie, que homenageia no nome quem nasce em Floripa, também é moradora exclusiva da ilha. A votação foi na semana passada.

A nova anfíbio símbolo vem sofrendo com o processo de urbanização crescente na cidade e está entre os mais de duzentos e sessenta animais ameaçados em Santa Catarina. No entanto, para a bióloga e pesquisadora da espécie, Caroline Oswald, a inclusão da rã-manezinho entre os símbolos de Florianópolis ajuda a proteger não só a espécie.

“Considerar o anfíbio como de interesse especial chama a atenção tanto para o animal, quanto para o habitat dele e isso faz com que haja uma mobilização das autoridades e da população para conservar todo o ambiente” disse. 

A inclusão da rã-manezinho como anfíbio-símbolo de Florianópolis pelos vereadores Maikon Costa (PL) e Lino Peres (PT) se dá pela relação do animal com a região. A medida ajuda a proteger o animal da extinção, pois trata a espécie como de interesse especial de proteção do município por parte do Poder Público.

Única e ameaçada

A rã-manezinho (Ischnocnema manezinho) descrita na Ilha de Santa Catarina (ISC, Florianópolis – SC) está nas listas nacional e da IUCN de espécies ameaçadas. Uma boa notícia é que populações descobertas nas encostas litorâneas continentais de Santa Catarina e na Ilha do Arvoredo estão em estudos e podem vir a serem atribuídas a essa espécie, aumentando a área de ocorrência da rã-manezinho, o que pode no futuro representar a retirada da espécie da lista de ameaçadas de extinção.

Contudo, diferenças bioacústicas e/ou morfológicas apontam para a possibilidade de que as populações localizadas fora da ISC possam representar unidades taxonômicas distintas. Se for o caso, a área de distribuição da espécie fica restrita à localidade tipo e suas populações podem estar mais do que vulneráveis, devido à expansão urbana de Florianópolis, explica artigo do Instituto Boitatá, de preservação ambiental.
 
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