03/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 03/12/2020 às 00h00min

​Em guerra com sindicato, Gean contrata mais empresas privadas para a coleta de lixo em Florianópolis

Marcos Eduardo Carvalho
Divulgação
O prefeito reeleito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) trava uma batalha com o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis desde o início da semana, quando os funcionários da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) cruzaram os braços e iniciaram uma greve, cobrando reajuste salarial.
 
Nesta quarta, a prefeitura tentou um acordo com o sindicato, mas a proposta foi recusada e a greve, por tempo indeterminado, prossegue. O prefeito, para não deixar a cidade sem coleta, já contratou duas empresas particulares para suprir o serviço e não deixar acumular lixo pela cidade, que ainda enfrenta a pandemia do novo coronavírus.
 
A promessa de Gean é que mais equipes sejam contratadas para cobrir toda a cidade. “As novas equipes de coleta já estão atuando na cidade. Por enquanto temos duas empresas atuando, e outras que já mandaram propostas no mesmo valor para iniciar. Espero em poucos dias estar cobrindo 100% da cidade. Aos trabalhadores da Comcap, peço mais uma vez que reflitam. Não deixem o sindicato prejudicar a imagem da empresa que tanto investimos, equipamos e buscamos uma sustentabilidade maior. A cidade não pode mais ser refém de um sindicato que só quer mostrar poder”, escreveu o prefeito nas redes sociais, nesta quarta.
 
Também nesta quarta, funcionários em greve e membros do sindicato distribuíram panfletos pelas ruas à população explicando os motivos da greve. “Eles cobram o cumprimento do Acordo assinado com a categoria em 2019 e mostram o interesse do Gean em trazer uma empresa de parentes do DEM (seu partido) para tentar substituir a Comcap”, acusa o sindicato nas redes sociais.
 
CUSTO.

Gean alega que, com as empresas privadas, vem economizando no gasto com a coleta de lixo. Segundo ele, a empresa que ofereceu o menor preço pelo serviço vai cobrar R$ 176,89 a tonelada, enquanto a prefeitura paga R$ 420,80 para a Comcap. “Vamos cobrar essa conta do sindicato, que não manteve o mínimo de serviço estabelecido em lei”, disse Gean.
Também pelas redes sociais, o Sintrasem questiona os números e diz que o ‘barato sai caro’. De acordo com a entidade, esse valor de R$ 176,89 vale apenas para a coleta de lixo convencional, enquanto a Comcap faz outros serviços, como coleta seletiva, capina, roçagem, manutenção das praças, entre outros serviços.
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