22/11/2021 às 16h17min - Atualizada em 22/11/2021 às 18h00min

Especialista do HSANP fala sobre cuidados com crianças prematuras

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil nascem anualmente uma média de 340 mil bebês antes das 37 semanas de gestação, e 11,7% de todos os partos ocorrem antes do tempo

SALA DA NOTÍCIA Suzi Correa

A pequena Mariana Bueno Vieira Machado que nasceu no dia 15/09/21 por cesariana, com apenas 29 semanas de gestação e pesando 1.015kg, precisou ficar internada na UTI Neonatal do HSANP. Seus pais Fernanda Mathias Bueno Machado (34), professora e Raul Machado Vieira (39), jornalista ficaram bastante apreensivos com a imprevisibilidade de ter uma filha prematura, mas ao mesmo tempo fortes por passarem por uma história de superação. “A experiência é um pouco exaustiva, porém, muito transformadora e principalmente de fé. Primeiro pela surpresa inicial da gravidez ser natural após sabermos de a chance ser mínima pelo diagnóstico clínico. Depois, por superar a Covid-19, quando ainda não tínhamos acesso à vacinação. E por fim, a chegada da Mariana e a vivência com ela durante o período’’ conta Raul, pai de Mariana.  

No dia 17 de novembro se comemora o dia mundial da prematuridade. Segundo dados da  Organização Mundial da Saúde OMS, em todo o mundo, 15 milhões de crianças nascem prematuras todos os anos. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil são em média 340 mil bebês que nascem anualmente antes das 37 semanas de gestação sendo que 11,7% de todos os partos ocorrem antes do tempo. “O recém-nascido prematuro é aquele que apresenta menos de 35 semanas de gestação, e são classificados em prematuros tardios, moderados ou extremos, dependendo da semana de nascimento. Em cada período há patologias mais características como a maior incidência de distúrbios respiratórios ou hipoglicemia”, afirma Mário José Mariosa Silveira, coordenador da UTI Neonatal do HSANP.

O especialista explica que os cuidados com os bebês prematuros já começam no momento do parto, no qual o profissional deve indicar o procedimento mais adequado para a mãe e criança, com o aquecimento da temperatura da sala e do bebê para evitar a hipotermia (quando a temperatura do corpo está abaixo dos 35°C) e manipulação mínima dependendo da idade gestacional. “Os recém-nascidos prematuros estão mais expostos a apresentarem alterações oftalmológicas, podem ter dependência de oxigênio, dificuldades com ganho de peso, alterações neurológicas etc. Eles devem ser acompanhados por um pediatra de rotina para a evolução de ganho de peso e verificação da aceitação da alimentação. O intervalo entre as consultas vai depender da gravidade que a criança apresentou durante a internação na UTI Neonatal”, informa.

Mariana continua internada na UTI do HSANP para acompanhamento de ganho de peso e com previsão de alta para o dia 14/11. “Ter uma filha prematura para nós foi uma surpresa, porém a rotina na UTI traz muitos ensinamentos, pois além de conhecermos o avanço da tecnologia, acabamos criando um vínculo muito forte com os profissionais de saúde que cuidam da nossa bebê. Acompanhar cada grama de peso conquistada e torcer para boas notícias vindas dos boletins médicos se tornaram rotina, só uma mãe e pai de uma criança prematura sabem o que é passar por dias, semanas ou meses praticamente vivendo dentro de uma UTI’’ conta Fernanda, mãe de Mariana.  

Mário José comenta que os prematuros geralmente recebem alta com peso próximo de dois quilos, quando já conseguem se alimentar pela boca e tem ganho de peso contínuo. “No período de UTI neonatal a família é treinada no ambiente hospitalar para cuidados básicos como dar banho e comida.  Já em casa, com os pais preparados, a criança terá todos os cuidados básicos com consultas no pediatra e outras especialidades, além de receber todas as vacinas do calendário. Vale ressaltar que a sobrevivência de prematuros está relacionada, na maioria dos casos, à idade gestacional e às condições da gestação até o momento do parto. Os bebês próximos de 35 semanas geralmente têm uma condição respiratória que evolui e eles aprendem a mamar pela boca mais rapidamente”, finaliza o especialista. 

“Ter uma bebê recém-nascida é ter história de superação e de fé para contar, falar que tudo vale a pena e entender que a vida é feita de um dia após o outro, entregar o coração a Deus e confiar de verdade na equipe médica especializada após o alívio pelo parto bem-sucedido.  São dias de luta, nos quais a Mariana guerreira ensinou aos seus pais a também serem guerreiros. Agradecemos muito a Deus, aos familiares e amigos pelas orações e as enfermeiras e médicos que estão sendo fundamentais em uma fase extremamente delicada e que requer muitos cuidados”, completa os pais de Mariana.
 

Sobre o HSANP: Hospital referência na Zona Norte da Grande São Paulo e tem como missão ser assertivo com práticas humanizadas, promovendo a melhor experiência e resultados no cuidar de pessoas.

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