17/11/2021 às 15h00min - Atualizada em 18/11/2021 às 00h00min

Médico adota técnica para apoiar pessoas a envelhecer sem dor

Segundo Dr. Geraldo Carvalhaes, casos de dor crônica também afetam pessoas mais jovens.

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Lucélia Alvez
Pelo menos 30% da população mundial sofre com alguma dor crônica, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, isso significa que quase 70 milhões de pessoas convivem com algum incômodo prolongado ou permanente. Esses números tendem a aumentar, já que o Ministério da Saúde prevê que, em 2030, a quantidade de idosos no Brasil ultrapassará o total de pessoas com até 14 anos de idade.

A lista de doenças dolorosas é bem extensa e inclui enxaqueca, hérnia de disco, cefaleias em geral, lombalgia, neurites, osteoporose, pacientes em fase terminal, polineuropatias, dor no câncer, úlceras, herpes, dor osteomuscular e até dor da depressão, entre outros males que tendem a se agravar com a idade. A pandemia também ajudou a aumentar o quadro de dores crônicas, devido a sequelas em pacientes curados e a mudanças de hábitos durante a quarentena, como, por exemplo, má postura em home office, interrupção de atividades físicas e fatores emocionais, como ansiedade e depressão.

Alguns profissionais com visão mais holística sobre o assunto, ao considerarem também as emoções e hábitos de vida dos pacientes, conseguem obter resultados admiráveis, não só no público com mais de 50 anos, mas também em pessoas mais jovens. É o caso do médico Geraldo Eugênio Richard Carvalhaes, um dos pioneiros nesse tipo de tratamento no Brasil, com mais de quatro décadas dedicadas a fazer cessar a dor e trazer de volta a qualidade de vida de milhares de pessoas.

Dor física e mental
Adoecimentos da mente têm crescido mundialmente e já estão entre as principais causas de incapacitações no século 21. Infelizmente, muitos médicos não levam esses fatores em conta nas consultas e acabam por dar diagnósticos incompletos ou até mesmo equivocados. “Na China milenar, já diziam que não existem doenças, mas pessoas doentes. Por isso, precisamos conhecer a pessoa que está por trás da dor de nosso paciente, conversar com ela, saber seus problemas, aflições, rotinas, vícios, alimentação, e não somente pedir exames e receitar remédios”, afirma Carvalhaes.

“A maior parte dos pacientes que recebo são encaminhados por outros médicos, que, apesar de terem curado suas doenças, não tiveram sucesso em sanar suas dores. Tratei, inclusive, de pacientes que, mesmo com membros amputados, continuavam a sentir as mesmas dores que os castigavam anteriormente”, revela.

A razão, segundo ele, está no enfoque do tratamento, muitas vezes incompleto. “A dor tem uma importante função. É ela que nos indica quando algo não está bem em nosso corpo e que precisa ser cuidado, porém muitos outros fatores estão envolvidos. Por isso, nem sempre basta tratar o sintoma. É preciso buscar a causa, que nem sempre é só física, podendo ser também emocional”, explica Carvalhaes.

“Embora demande muita qualificação e maior tempo dedicado aos pacientes, tratar com um especialista em dores crônicas não é caro e pode ser acessível a uma grande parcela de pessoas, por meio de convênios e planos de saúde”, desmistifica o médico, que atende em Belo Horizonte na Clínica de Dor.
 
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