15/09/2021 às 18h31min - Atualizada em 16/09/2021 às 14h16min

Revés eleitoral abala governo de Fernández na Argentina; ministros entregam o cargo

Crise expôs divisão entre o presidente Alberto Fernández e a vice, Cristina Kirchner. Nomes próximos à ex-presidente pediram demissão.

SALA DA NOTÍCIA G1
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Crise expôs divisão entre o presidente Alberto Fernández e a vice, Cristina Kirchner. Nomes próximos à ex-presidente pediram demissão. Alberto Fernández, presidente da Argentina, e a vice, Cristina Kirchner, em foto de 13 de setembro de 2021
Maximiliano Luna/TELAM/AFP
Cinco ministros e autoridades do governo do presidente Alberto Fernández na Argentina colocaram seus cargos à disposição nesta quarta-feira (15), três dias depois de um forte revés eleitoral nas primárias legislativas, que pôs em risco a maioria governista no Senado. A crise expôs uma divisão entre o presidente e a vice, Cristina Kirchner.
Pediram demissão ou ofereceram a renúncia os seguintes ministros
Wado de Pedro, do Interior — o primeiro a entregar o cargo
Martín Soria, da Justiça
Roberto Salvarezza, da Ciência
Juan Cabandié, do Meio Ambiente
Tristán Bauer, da Cultura — nome considerado próximo à vice Cristina Kirchner
"Ouvindo suas palavras na noite de domingo, onde levantou a necessidade de interpretar o veredito expresso pelo povo argentino, considerei que a melhor forma de colaborar com esta tarefa é colocando minha demissão à sua disposição", escreveu De Pedro no carta que apresentou Fernández.
Revés eleitoral
O Governo da Argentina teve uma dura derrota eleitoral, nas prévias legislativas deste domingo
No domingo, nas primárias para eleger candidatos para as legislaturas de meio de mandato, a coalizão governista Frente de Todos (peronismo de centro-esquerda) obteve menos de 31% dos votos em todo o país. Saiba mais no VÍDEO acima.
A coalizão de centro-direita Juntos, do ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), obteve 40% dos votos em nível nacional e levou cinco pontos de vantagem sobre o partido no poder na província da capital Buenos Aires, tradicional reduto peronista.
É um resultado inesperado que leva o governo a temer perder sua maioria no Senado e impossibilita sua consolidação na Câmara dos Deputados quando, em 14 de novembro, terão eleições para uma renovação parcial do Congresso.

Fonte: G1.COM.BR
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